Represália monopolista
Ao se envolver em disputas comerciais com a Globo, o clube carioca perdeu mais da metade do tempo de exposição na emissora de maior audiência no país
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Campeonato Brasileiro de Futebol Série A - CR Flamengo X Santos FC
Rogério Ceni comanda o clube rubro-negro em partida do Brasileirão 2020 | Foto: Marcos de Paula/AllSports

O ano de 2020 assistiu ao agravamento da crise econômica em nível mundial e isso acirrou diversas disputas comerciais. No futebol, o monopólio da Globo foi sacudido pelos embates da emissora com o clube de maior torcida do mundo, o Flamengo. Pleiteando um maior valor para a venda dos direitos de transmissão dos seus jogos, o rubro-negro rejeitou a proposta da empresa que centraliza as transmissões de futebol no Brasil.

Comparando-se com os números de 2019, o clube carioca teve uma redução de cerca de 60% no número de jogos transmitidos pela TV aberta. Em 2020, apenas 14 jogos do Flamengo foram disponibilizados para o amplo público da emissora contra 33 no ano anterior. Em ambos os anos alguns jogos foram disponibilizados apenas nos canais pagos da Globo.

Aproveitando os embates da emissora com o ilegítimo governo Bolsonaro, cartolas do Flamengo conseguiram a aprovação de uma Medida Provisória que, entre outras coisas, destinava os direitos de transmissão dos jogos unilateralmente nas mãos dos times que jogavam em casa. Essa regra acabou com a necessidade de consenso entre ambas as equipes todos os jogos e pegou a Globo de surpresa. O formato anterior facilitava o controle da emissora, ao negociar com a maioria dos clubes o restante ficava amarrado aos termos impostos pelo monopólio.

Apesar do imbróglio inicial ter ocorrido na negociação do Campeonato Carioca, a transmissão dos jogos do Flamengo nas outras competições também foi reduzida, numa manobra de retaliação contra o clube. Apesar de não deter o poder econômico dos grandes monopólios dos países centrais do capitalismo, a Globo atua de forma bastante similar para garantir o controle das transmissões dos jogos.

Vale apontar que mesmo em embate com a emissora, o Flamengo ainda tem nela sua fonte de renda principal, o que é um claro sinal de monopolismo. No entanto, o clube tem conseguido ampliar o alcance da sua FlaTV, que passou a transmitir parte dos jogos e obtém audiência cada vez maior na medida em que os torcedores vão se acostumando com o novo formato.

A disputa com o popular clube do futebol nacional tem influído na queda histórica da audiência da emissora, o que impacta negativamente nos contratos de publicidade da Globo. Com isso, a crise no monopólio exercido pela emissora no futebol brasileiro continua se desenvolvendo e atingindo diversos setores da empresa.

É importante destacar que a atuação da Globo em relação ao futebol brasileiro sempre foi parasitária e prejudicial aos clubes. No país do futebol, os clubes são reféns há tempos de uma única empresa, que decide formato de competições, horário de jogos e o que mais convier. Ao mesmo tempo, restringe a audiência de diversos jogos nas suas TVs pagas, afastando os torcedores dos jogos dos seus clubes.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas