Quer submissão aos golpistas
Jornalista da Record defende posição de Chomsky a favor de Ciro Gomes para boicotar a luta da esquerda contra Bolsonaro
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Boston (Estados Unidos), 29 de abril de 2015. El Canciller Ricardo Patiño tuvo un encuentro con el activista y catedrático Noam Chomsky, en el que hablaron sobre el tema Chevron. Foto: Luis Astudillo C. / Cancillería
Chomsky atacou o PT e foi aplaudido pela direita. Foto: Luis Astudillo C./Cancillería del Ecuador |

Matéria publicada por Marco Antonio Araújo no portal R7 no último dia 8 afirma que o acadêmico norte-americano Noam Chomsky é vítima de “intolerância e patrulha ideológica” da esquerda por dizer que o PT “está desacreditado” e que deve ser substituído por Ciro Gomes, um “líder dinâmico”.

Ora, portanto, segundo o autor, os que denunciaram o total desnorteamento político do linguista, que participou de evento em São Paulo junto com FHC, Gilberto Kassab, Antônio Anastasia e Paulinho da Força, trucidaram “qualquer possibilidade de diálogo ou entendimento sobre o que, afinal, Chomsky estava falando”.

Na verdade, o que o jornalista do grupo Record – apoiador feroz de Jair Bolsonaro – busca é defender a posição de Chomsky, não porque ela seria sensata, mas porque serve diretamente à política da direita golpista e do próprio governo Bolsonaro.

É uma tentativa de enganar a esquerda, principalmente os petistas. Araújo, assim como muitos outros representantes da imprensa golpista, tenta se apresentar como um guru político da esquerda. “Isso é um desserviço não só à própria agremiação, mas ao país. O Brasil só teria a ganhar se houvesse governo e oposição. Bons tempos”, escreve, criticando as denúncias feitas pelos ativistas de esquerda nas redes sociais contra Chomsky.

Ou seja, a “oposição” que o jornalista propõe – uma esquerda liderada por Ciro Gomes, como quer Chomsky – é na verdade um grupo político que anule qualquer mobilização popular e ajude Bolsonaro a se manter no poder, fingindo que existe algum resquício de democracia no Brasil.

Essa “oposição” vem tentando se desenvolver desde as eleições, quando Ciro Gomes já tentou nitidamente colocar o PT de escanteio para iniciar um processo de conciliação com o bolsonarismo, isto é, com a extrema-direita no poder. Expressa a intenção da burguesia de suprimir uma oposição real, que busque a derrubada de Bolsonaro e do golpe, e que se concretiza com encontros como este em que Chomsky participou, junto com outros membros da esquerda pequeno-burguesa, do lançamento do Movimento Direitos Já!

É preciso denunciar a postura absurda e totalmente desorientada de Chomsky como, essa sim, um completo desserviço à esquerda, que ignora que vivemos em um regime golpista cada vez mais ditatorial e que a única maneira de derrotar Bolsonaro é pela mobilização revolucionária dos trabalhadores, e não através de negociatas com os golpistas que levaram Bolsonaro ao poder.

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