Noam Chomsky
O acadêmico norte-americano em nome da luta contra a extrema-direita defende a política do imperialismo
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The Intercept - crédito: Elise Swain/2018 |

Em recente visita ao Brasil, o linguista norte-americano Noam Chomsky, – intelectual com influência no meio da esquerda pequeno-burguesa mundial – concedeu uma entrevista ao jornal Folha de S. Paulo em que deixa transparente em vários momentos as relações estabelecidas entre suas posições e as do imperialismo em temas como meio-ambiente, corrupção, ditadura e extrema-direita relacionando-os, principalmente, com a situação brasileira.

Embora admita que Lula poderia ter ganho as eleições de 2018, caso não tivesse sido silenciado (por quem ele não diz), considera que as acusações contra ele deveriam ser consideradas pelo menos “dúbias”. Se existe uma dubiedade com relação às denúncias de corrupção contra Lula, o mesmo não pode se falar do PT: “especificamente em relação ao PT, o partido deveria refletir sobre seus erros, porque se juntou à cultura generalizada de corrupção no País” ou,  ainda, que  “o PT está desacreditado devido às acusações graves de corrupção, que têm base, afinal de contas”. A consequência da desmoralização do PT produziu, segundo Chomsky,  “que a esquerda brasileira está completamente desordenada, há muita apatia, as pessoas estão apenas assistindo a tudo que está acontecendo, pensando ‘não podemos fazer nada então vamos esperar passar’”.

Trocando em miúdos, para Noam Chomsky não houve golpe de Estado no Brasil. A Lava-Jato, gestada nos órgãos de segurança e informações, feita na medida para derrubar o governo do PT,  perseguir e prender seus dirigentes e em particular, o ex-presidente Lula, estão justificadas, como ficou comprovado com relação ao PT e pelo menos “dúbia” com Lula.

Para Chomsky, o povo é mero espectador, não há luta no Brasil. Que fique esclarecido. Se há lugar no mundo em que o povo tem consciência do golpe de Estado (que Chomsky não tem) é o Brasil. Mais! Se o país ainda não está em pé de guerra contra a direita e a extrema-direita é justamente por conta da política vacilante da esquerda. Com dois meses de governo, Bolsonaro foi enxovalhado na festa mais popular do país, o carnaval. Depois disso, os atos nacionais ocorridos, shows, jogos de futebol, tudo é motivo para manifestações contra o presidente fascista.

Segundo ele, diante da absoluta “desbaratada”  do PT o resultado não poderia ser outro que não um demagogo de extrema-direita: “[Bolsonaro] sua retórica é muito atraente para parte da população. Isso está ocorrendo no mundo todo. Nos EUA, [Donald] Trump é muito eficiente…” Os governos fascistas que gracejam pelo mundo não são produtos do próprio capitalismo em decomposição, uma política de estímulo à extrema-direita levada à frente pelo imperialismo, mas o resultado do “encantamento”  da população produzido com uma “retórica atraente”.

Mas o lingüista e intelectual famoso vê uma luz no fim do túnel. Para ele, muitos países já acordaram para o problema ambiental, quem sabe não chegou a hora do Brasil?. “É preciso que a crise na Amazônia funcione como um ponto de inflexão para a oposição” … “no contexto de duras críticas internacionais à destruição da Amazônia”. Essa é a velha política do colonizador! O homem branco que vem educar o “bárbaro” povo brasileiro. Em outras palavras, é a política do imperialismo para a Amazônia. Não é o Brasil que tem que resolver como tratar a Amazônia, mas a França, os EUA…. os sábios do mundo. Os países responsáveis pela barbárie global.

O entrevistador da Folha não poderia deixar Maduro e a Venezuela de de fora e Noam não deixou por menos.  Para o acadêmico, “as sanções de Trump transformaram uma crise em catástrofe”, “sabotagens”,  “golpe militar”, mas Pepe Mujica está “correto”. A Venezuela é uma ditadura. No final das contas não é só o Mujica. Também estão certos Trump, Bolsonaro, mas, também, Obama, Bernie Sanders, os Democratas, o imperialismo.

Finalmente, Noam Chomsky, como que em uma cruzada moral contra o “mal” representado por Trump e  Bolsonaro, que negam existir o aquecimento global, “são os maiores criminosos da história. Hitler queria matar todos os judeus, mas essas pessoas estão dizendo: “Vamos matar toda a sociedade, destruir tudo e ter lucros””.

Definitivamente a esquerda pequeno-burguesa na “ânsia” de salvar o mundo da barbárie, coloca-se lado a lado com o que há de pior já produzido pelo capitalismo, o próprio imperialismo.

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