Recessão
País vem sofrendo uma forte convulsão social de um ano para cá, reprimida com a instauração de uma ditadura militar, na prática, para maquiar a crise econômica e social
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Presidente chileno Sebastián Piñera | Foto: Antofagasta Minerals
O produto interno bruto (PIB) do Chile cairá -6,5% este ano, de acordo com estimativas da Direção de Orçamento do governo (Dipres), abaixo dos -2,0% relatados no primeiro trimestre.

 

O chefe de Estudos da Dipres, Cristóbal Gamboni, declarou à imprensa que essa previsão é uma média da previsão apresentada pelo Banco Central no Relatório de Política Monetária, entre -5 e -7,5%.

Ele acrescentou que a redução nas projeções se deve a uma deterioração mais acentuada na situação econômica do que havia sido estimado no início da pandemia.

O funcionário acrescentou que a queda na demanda doméstica chegaria a -9,8%, pior que a contração de -3,3% esperada em abril, enquanto o índice de preços ao consumidor (IPC) fecharia 2020 em -2,8%.

Segundo Dipres, projeta-se para este ano um déficit fiscal ajustado de -3,5% do PIB, acima da meta assumida após o surto social de 18 de outubro de 2019, que era de -3,2%.

As projeções de Dipres preveem uma contração de -16,1% da receita do governo central em comparação a 2019, o que representa a pior queda desde 2009, quando a redução foi de -20,7%.

Isso se deve principalmente à deterioração do cenário macroeconômico e, em parte, às medidas tributárias de redução temporária e facilidade de pagamento em meio à pandemia, enquanto os gastos crescerão 11,4% neste ano, seu nível mais alto desde 2009.

Segundo as autoridades, isso se deve às medidas econômicas promovidas pelo governo para enfrentar a crise da saúde e ao recente acordo entre o Executivo e parte da oposição, para a criação de um fundo de 12 bilhões de dólares para enfrentar a crise sanitária, econômica e social pelos próximos 24 meses.

Dessa forma, Dipres indicou que, devido ao menor crescimento econômico, menor renda e maiores gastos públicos, o déficit fiscal projetado para 2020 atinge -9,6% do PIB, o maior recorde desde 1973 e -1,6 pontos a mais que a estimativa de abril.
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