Internacional
Enfrentamentos aconteceram entre a polícia e manifestantes na Praça Itália, centro da capital Santiago do Chile, nesta última sexta-ffeiera (28).
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País está pegando fogo com a convulsão social. Foto: Fiorella Gonzaga/Flickr |

Nesta sexta-feira (27), aconteceu mais uma manifestação no Chile. Enfrentamentos violentos entre as forças de repressão e manifestantes foram registradas na Praça Itália, centro da capital Santiago.

Os Carabineros, a polícia nacional chilena e principal corpo repressivo, cercaram a praça para impedir que houvesse a manifestação, o que não foi possível. Em seguida, dispersaram os manifestantes com jatos de água e bombas de gás lacrimogêneo. Os manifestantes reagiram e confrontos duraram por cerca de duas horas.

No decorrer dos confrontos, o Cinema Arte Alemeda, um centro cultural que funciona há quase três décadas na proximidades da praça Itália, foi incendiado. O incêndio começou no telhado do prédio, e segundo testemunhas teria sido provocado por bombas de gás lançadas pela polícia. As chamas foram controladas depois de uma hora, e o prédio foi quase completamente destruído.

A mobilização de rua foi convocada para o dia em que o presidente neoliberal Piñera assinou o decreto que prevê a convocação de um plebiscito para 26 de Abril, com o objetivo de decidir se a atual Constituição herdada da época da ditadura militar de Augusto Pinochet deve ser mudada.

As mobilizações no Chile continuam há dois meses como resultado da crise social gerada pela política neoliberal. A esquerda chilena não tem acompanhado as reivindicações das massas, que clamam pelo Fora Piñera como eixo central para uma verdadeira mudança política no país. O país, que serviu como laboratório para a implementação da política neoliberal sob a ditadura fascista de Pinochet, assessorado pelos Chicago Boys, dentre eles o atual ministro da Economia Paulo Guedes, encontra-se em uma profunda convulsão social.

 

 

 

 

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