América do Sul
No dia da prestação de contas do presidente Sebastian Piñera, ocorreram protestos em diversas partes do Chile. Bandos fascistas atacaram uma ocupação dos indígenas mapuches.
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
whatsapp-image-2020-08-01-a444t-11-03-56-pm-1040x780.80
Prédio público ocupado pelos mapuches | Reprodução.

A situação no Chile continua explosiva, apesar dos impactos da pandemia do COVID-19. No dia em que o presidente de extrema-direita, Sebastian Piñera, ofereceu seu discurso de prestação de contas, protestos generalizados aconteceram por diversas partes do país. A população protestou de distintas formas, seja com buzinaços, panelaços nas ruas e passeatas.

Manifestações de massas explodiram no Chile no final de 2019. Enfrentamentos violentos se verificaram nas ruas entre a população e as forças de repressão do Estado. A extrema-direita chilena apoia o governo Piñera, que se utiliza do corpo de Carabineros para atacar as manifestações. Sabe-se que os policiais obedeciam diretrizes que orientavam que os tiros fossem direcionados nos olhos, para cegar os manifestantes, o que resultou na perda de visão de mais de 200 pessoas, em sua maioria jovens.

Desde as manifestações, o país sul-americano permanece em estado de mobilização. É importante destacar que na noite deste sábado (02), um grupo de 200 fascistas armados realizou uma ofensiva contra índigenas mapuches que ocupavam um prédio da municipalidade de La Araucanía. Os carabineiros apoiaram a ação dos grupos fascistas e, ao final, detiveram os indígenas.

Os mapuchues haviam tomado o edifício da municipalidade como forma de protesto pela libertação dos presos políticos mapuches e de sua autoridade espiritual, que está há 90 dias em greve de fome na prisão e que foi vítima de uma fraude por parte da polícia com o intuito de acusá-lo de assassinato. Empresários e organizações de extrema-direita, com estreitas relações com o aparelho de repressão oficial, organizam e levam adiante a repressão política no país, É destacada a participação de agentes políticos do período da ditadura de Pinochet.

Os bandos fascistas, armados com paus e barras de ferro, invadiram o prédio ocupado pelos mapuches. Linchamentos e espancamentos foram feitos, inclusive de mulheres e crianças. Os fascistas gritavam “Fora Índios!”, “Fora terroristas!”,”Queriam terrorismo, agora vocês têm terrorismo!”

O governo de extrema-direita de Piñera, estreitamente ligado aos Estados Unidos, realiza uma ofensiva contra os direitos da população, em especial contra os povos indígenas da etnia mapuche. A convulsão social permanente no país austral é um dos resultados das heranças do golpe de Estado de 1973 e da ditadura de Augusto Pinochet, que aprofundou a miséria, a opressão política, a desigualdade social e serviu como um laboratório de implementação da política neoliberal na América Latina.

As forças policiais e as Forças Armadas do Chile são infestadas de fascistas, um dos mais perigosos legados de Augusto Pinochet.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas