Principal prêmio da língua
O diploma da distinção é assinado pelos presidentes do Brasil e de Portugal, mas o fascista Jair Bolsonaro disse que não assinará o documento
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Chico Buarque ganhou o mais importante prêmio da língua portuguesa. Foto: Imagens Portal SESCSP |
Brasília, 28 de abril (Prensa Latina) O renomado músico, poeta e escritor brasileiro Chico Buarque agradeceu o Prêmio Camões, o principal troféu literário da língua portuguesa, que deveria ser entregue em Portugal no último sábado, mas suspenso pela pandemia de Covid-19.

 

A recepção da entrega do diploma estava marcada para 25 de abril, no mesmo dia em que a Revolução dos Cravos ocorreu em Portugal em 1974, nome dado a um levante militar que provocou a queda do governo daquele país (conhecido como Estado Novo.

‘Nesta tarde, deixarei cravos vermelhos na janela e cantarei em voz alta e clara’ Grândola, Vila Morena ‘, de Zeca Afonso, disse Buarque em um vídeo que circula em diferentes plataformas digitais.

A canção tornou-se um símbolo da derrubada da ditadura de António de Oliveira Salazar. No Brasil, a composição foi bem sucedida na voz de Nara Leão.

Em maio, o autor que conquistou O Camões pelo conjunto de sua obra, uma espécie de Prêmio Cervantes em espanhol.

O diploma da distinção é assinado pelos presidentes do Brasil e de Portugal, mas Jair Bolsonaro disse que não assinará o documento ganho por seu compatriota.

Até 31 de dezembro de 2026, ele assinou, disse o governante de extrema direita, cujo mandato termina em dezembro de 2022.

Após o comentário, Buarque usou as redes sociais para ironicamente sobre o discurso do ex-militar nostálgico da ditadura. ‘O fato de não ter assinado Bolsonaro é para mim um segundo Prêmio Camões’, escreveu na ocasião.

Criado em 1988, O Camões a cada ano escolhe um autor de qualquer país de língua portuguesa. A escolha é um reconhecimento do trabalho completo do intelectual e não apenas de um específico.

O último brasileiro escolhido foi Raduan Nassar, autor de Lavoura Arcaica, em 2016. No ano passado, o Camões foi premiado com Germano de Almeida, escritor de Cabo Verde.

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