Chega de  “manifestação de tiozinho”! Seguir o exemplo dos coletes amarelos franceses

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A aprovação da previdência municipal para os servidores públicos da cidade de São Paulo, na madrugada de sexta-feira, dia 22 para o sábado, 21, mostrou como os golpistas e a burguesia querem a todo custo atacar os direitos mais básicos dos trabalhadores e transferir milhões do dinheiro público para os banqueiros e capitalistas.

Mais de cinco mil professores e servidores públicos municipais compareceram na última sexta, dia 21, na Câmara Municipal de São Paulo, para protestar contra a “reforma” da Previdência que o governo golpista do tucano Bruno Covas.

Foi armado um forte aparato repressivo para impedir o protesto dos professores. A corrente Educadores em Luta/PCO, defendeu na assembleia dos professores, em frente a Câmara, a ocupação do plenária para impedir que os vereadores vendidos aprovassem mais essa expropriação dos mais de 120 mil servidores municipais, mas a direção do sindicato não endossou a proposta. Devido ao impasse da votação, pois os vendidos golpistas dentro do plenário não queriam votar sob forte pressão, a direção do sindicato dispensou os trabalhadores e propôs que voltassem na manhã do sábado para retomar a pressão.

O resultado foi que os vereadores golpistas aprovaram aumentar a alíquota básica da previdência municipal, de 11% para para até 19%. Isto abre caminho para a privatização da Previdência, com medidas como a “capitalização”, um sistema chamado também de “ segregação das massas”, defendido pelo futuro ministro da fazenda, o “Chicago Boy”, Paulo Guedes. Um sistema semelhante ao que foi adotado no Chile, durante a ditadura sanguinária de Pinochet e que atualmente está provocando um brutal aumento dos suicídios entre os aposentados.

Já passou da hora dessas manifestações pró-forma, apenas para fazer campanha eleitoral que a maioria das direções sindicais e parlamentares da esquerda pequeno burguesa sempre realizam. Medidas como essas só serão derrotas na marra, com a mobilização massiva dos trabalhadores e com forte pressão, por meio de greves, ocupações de prédios públicos etc. Para impedir o avanço golpista não é possível mais fingir que está protestanto, fazer a “manifetação de tiozinho”, como integrante da CGT francesa criticou na semana passada. É necessário partir para ação e o confronto direto com os golpistas. Seguir o exemplo dos coletes amarelos da França! Abaixo o golpe! Fora Bolsonaro e Todos os golpistas! Liberdade para Lula!