Acordo FARC/GOVERNO
A politica da extrema direita e do imperialismo não somente se silencia, mas apoia essa politica
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Cerimonia de Alejandro Manugama Cheche assassinado na reserva Tahamy del Alto Andágueda/Colômbia | Foto: @GerardoJumi
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Cerimonia de Alejandro Manugama Cheche assassinado na reserva Tahamy del Alto Andágueda/Colômbia | Foto: @GerardoJumi

Somente nos primeiros 60 dias de 2021 já são 21 lideranças populares na Colômbia assassinadas pela ditadura instalada no país sul-americano.

Em 17 de fevereiro de 2021(quarta-feira) o líder indígena Alejandro Manugama Checheo, médico tradicional e integrante da guarda indígena da Embera Katio, foi assassinado por homens armados enquanto trabalhava em sua lavoura, a autoria do assassinato não foi assumida por nenhum grupo armado, o que leva a crer que foram os paramilitares que atuam na região.

Desde o acordo de paz de entre o Governo Colombiano e as FARC-EP 1.140 lideranças que em sua maioria são ex-membros da organização revolucionária foram mortas pelo exercito colombiano ou por paramilitares.

O governo títere dos EUA segue perseguindo os ex rebeldes das FARC e combatendo simultaneamente a ELN, outro grupo que não depôs as armas.

A política do imperialismo para os países atrasados é suprimir qualquer tipo de oposição que coloque em cheque seu domínio sobre o continente centro e sul americano.

O acordo firmado pela FARC-EP com o governo colombiano não passou de uma ilusão de que a integração desses grupos a “democracia” fosse a solução do conflito dos interesses divergentes do povo colombiano e seus dirigentes.

Mergulhados na ilusão de cooperação e integração ao sistema capitalista a esquerda mundial se vê cada vez mais alijada do poder em todos os países.

A política da extrema direita e do imperialismo não somente se silencia, mas apóia essa política.

 

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