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Chefe da OEA abandona disfarce e defende sabotagem econômica contra a Venezuela
Chefe da OEA abandona disfarce e defende sabotagem econômica contra a Venezuela

Terça-feira (20), em Genebra, o chefe da Organização dos Estados Americanos, o uruguaio Luís Almagro, defendeu abertamente que os países do bloco promovam um boicote à Venezuela para estrangular o país economicamente. Cúmplice dos golpes por meio dos quais o imperialismo tomou toda a região de assalto, Almagro chama a Venezuela, país mais democrático da região hoje, de “ditadura”, reproduzindo uma campanha montada pelos grandes monopólios econômicos que buscam controlar os países atrasados no mundo inteiro.

O próprio governo da Venezuela já denunciou há muito tempo o verdadeiro papel da OEA, de ser um Ministério das Colônias norte-americano. O bloco procurava apresentar-se de outra forma, embora disfarçasse mal. Agora Almagro desistiu da encenação e participa ativamente das atividades golpistas contra o governo da Venezuela.

Ano passado o presidente dos EUA, Donald Trump, impôs sanções à Venezuela proibindo norte-americanos de comprarem títulos da dívida venezuelana ou títulos da petroleira estatal, PDVSA. Trata-se de uma tentativa de derrubar o governo destruindo a economia da Venezuela. Para contornar a situação, o governo venezuelano lançou uma moeda virtual, o petro, graças ao qual levantou mais de US$ 700 milhões essa semana.

A atitude de Almagro revela que as denúncias do governo venezuelano sempre estiveram corretas. Além disso, com essa nova ofensiva o imperialismo abriu o jogo completamente sobre a guerra econômica movida contra a Venezuela durante todos esses anos. Seus efeitos sempre foram apresentados pela imprensa burguesa como provas de fracasso de um modelo econômico. Na verdade, essa tentativa de fazer a economia da Venezuela fracassar sempre fez parte da campanha golpista da direita.

Hoje a Venezuela é o principal polo de resistência ao avanço do controle do imperialismo sobre os países da América do Sul. Caso a direita e o imperialismo sofram uma derrota mais contundente no pais vizinho, a ofensiva imperialista corre risco de sofrer uma reversão em todo o continente.