Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit

Após vários pleitos com chapa única, finalmente nas eleições 2018 para a diretoria do Andes (Sindicato Nacional dos Docentes do Ensino Superior), vamos ter uma alternativa política, pois o movimento de oposição Renova Andes conseguiu superar as barreiras burocráticas e antidemocráticas do estatuto do sindicato e conseguiu registrar chapa para concorrer nas eleições, que aconteceram em maio próximo.

O cumprimento das exigências estatutárias e regimentais (muito superiores que as existentes em importantes sindicatos cutistas, como a Apeoesp, por exemplo) permitiu a  homologação da chapa 2 que por si só já representa uma importante vitória política daqueles que lutam por uma reorientação política do sindicato. Esse fato significa que o falso consenso imposto pelo grupo majoritário, ligado a CSP, que controla o sindicato há mais de uma década, está desmoronando.

O crescimento do movimento Renova Andes presente em todas as regiões do país e em todos os estados da federação é uma indicação do crescimento da indignação contra os desmandos da atual direção e ao mesmo tempo representa um importante deslocamento politico no interior da categoria, com o desenvolvimento de uma tendência a luta política em defesa da universidade e contra o golpe do estado, superando as amarras impostas pela orientação sectária da diretoria do Andes.

O fator determinante para o descalabro do sindicato nacional, foram as posições ultraesquerdistas  da diretoria do Andes, dominada pela esquerda pequeno burguesa ( PSOL/PSTU/PCB), que  seguindo a orientação da CSP-Conlutas, a “central” do PSTU, impediu que o sindicato nacional participasse enquanto entidade das mobilizações contra o golpe. Mais que isso, a política adotada pela diretoria do Andes significou na prática uma frente única de colaboração de classe com a direita golpista, na medida que estabelecia como inimigo primordial os “ governistas” da esquerda reformista ( PT/Lula), o que levou o Andes a negar o golpe de estado, recusando-se até mesmo a adotar um posicionamento formal contra o impeachment fraudulento.

A chapa 2, Renova Andes  tem como candidata a presidenta a professora Celi Zulke Taffarel (UFBA), é uma chapa formada pelos participantes do Fórum Renova Andes, um movimento independente, democrático e plural, constituído pelos setores que efetivamente lutaram contra o golpe, participando dos comitês de luta contra o golpe, mobilizando contra a prisão de Lula ( foi organizado um abaixo assinado com mais de 500 assinaturas de docentes para o Congresso do Andes) e em defesa da autonomia universitária e liberdade de cátedra  contra os ataques dos golpistas.

Além disso, um fator crucial para o sucesso do movimento Renova Andes é a luta para que o Andes seja um sindicato que represente os docentes, e, portanto, lute pelas suas reivindicações da categoria.

Pode parecer estranho, sendo muito esquisito mesmo, que a presença da pauta docente seja quase uma exclusividade da chapa de oposição, uma vez que a diretoria do Andes, abandonou completamente a pauta docente, transformando o Andes em um puxadinho da CSP/PSTU, impondo o divisionismo e o “ sindicalismo revolucionário” que não leva em consideração as reivindicações sindicais, vistas como “reformistas”. Assim, o Andes é um sindicato que não tem pauta sindical, demostrando um total desprezo por pautas mundanas como salário, condições de trabalho e carreira.

È importante ressaltar que o Fórum Renova Andes não colabora com visão reacionária de “ sindicato sem partido” , mas é um movimento amplo, formado por diferentes articulações, sendo constituída na sua esmagadora maioria por docentes sem vinculação a grupos políticos. O núcleo dos Professores do PCO, Educadores em Luta participa da composição da chapa 2 Renova Andes junto com militantes do PT, PCdoB, Consulta Popular e setores independentes

Por sua vez, chapa 1 da diretoria do Andes, faz uma campanha oportunista de que é “autônoma em relação aos partidos”, uma verdadeira fraude. A nova composição, após a exclusão do PSTU ( diga-se de passagem algo positivo)  foi constituída a partir de acordo, ou melhor conchavo, entre grupos do PSOL (MAIS, APS, entre muitos outros) com a presença de alguns poucos representantes do PCB. Por sinal, para abrir espaço, para os ex- militantes do PSTU agora no PSOL, o grupo majoritário excluiu setores independentes que tinham um capital de luta na categoria ( em especial na UFPR).

A chapa Renova Andes é formada na sua esmagadora maioria por setores independentes que lutam por um sindicato democrático. A chapa 2 Renova Andes é  chapa formada por aqueles que participaram na luta contra o golpe e querem reconstruir o Andes como um sindicato de luta.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas