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ADDS IDENTIFICATION OF SOLDIER - Venezuela's opposition leader and self-proclaimed president Juan Guaidó, center right, flanked by activist Leopoldo López, center left, stands with National Guard Lieutenant Colone Ilich Sanchez, who is helping to lead a military uprising, as they talk to the press and supporters outside La Carlota air base in Caracas, Venezuela, Tuesday, April 30, 2019. Guaidó took to the streets with Lopez and a small contingent of heavily armed troops early Tuesday in a bold and risky call for the military to rise up and oust Maduro. (AP Photo/Fernando Llano)
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Caracas, 07 Mai. AVN *- O golpe de Estado falido promovido pela extrema-direita em 30 de abril com o apoio dos Estados Unidos tinha como objetivo fundamental buscar a dor e a morte dos venezuelanos para gerar uma intervenção militar estrangeira, afirmou nesta segunda-feira o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza.

“Eles buscavam a dor, a morte dos venezuelanos, o sofrimento, provocar, mediante ações violentas e ilegais, que existisse uma contenção da ordem pública por parte do Estado venezuelano e aí responsabilizar o governo de qualquer situação lamentável e sobre essa dor e morte, construir uma épica da repressão, da ditadura, da tirania e buscar um levantamento militar – que fracassou – ou uma intervenção militar, esse tem sido seu modelo ao longo dos últimos anos”, disse o chanceler em entrevista à RT, transmitida pelo canal público “Venezolana de Televisión”.

Arreaza disse que não é a primeira vez que a oposição venezuelana executa um golpe de Estado apoiado pelo governo da nação norte-americana.

Durante a entrevista, Arreaza explicou que a oposição começou a primeira fase do golpe de Estado contra a Venezuela no dia 23 de janeiro com a autoproclamação como “presidente encarregado” de maneira ilegal, em um ato proselitista em uma praça pública de Caracas, de Juan Guaidó, ex-deputado em desacato, com o reconhecimento do governo dos EUA.

“A chave é o império estadunidense e a burguesia tentando tomar o controle dos recursos, da biodversidade da Venezuela, o controle geopolítico”, enfatizou.

Por isso, explicou que a oposição começou a aprofundar junto a Washington as manobras para colapsar a economia venezuelana com sanções ilegais e um bloqueio unilateral criminoso que tem sua máxima expressão no sistema financeiro, que dificulta as importações de insumos para a população, compra de alimentos, pagamento de serviços, manutenção tecnológica, entre outros.

“É um absurdo, as políticas unilaterais como sanções, bloqueio, é o mais ilegal que existe”, afirmou.

Durante seu giro pela Rússia – como parte de uma campanha para levar a verdade da Venezuela e mostrar o bloqueio estadunidense contra o país –, o chanceler Arreaza manifestou sua esperança de que os Estados Unidos retomem o caminho da diplomacia e do respeito ao direito internacional.

Sobre a conversa – realizada no dia 3 de maio – entre os presidentes Donald Trump e Vladimir Putin, o chanceler venezuelano afirmou que a expectativa é de que a Rússia “transmita ao departamento de Estado a necessidade de cessar a agressão e voltar à diplomacia, ao diálogo e estabelecer relações civilizadas com a Venezuela”.

Também destacou a disposição do governo da Venezuela de retomar o diálogo com os Estados Unidos e com setores da oposição para poder resolver a situação no país, fruto da guerra não convencional promovida pela Casa Branca.

“Na democracia, o diálogo é a única via possível, aqueles que fecham as portas do diálogo são os belicistas”, disse.

“Nós necessitamos uma oposição venezuelana, nacionalista, que nos enfrente no terreno eleitoral, e que possamos definir a vontade do povo venezuelano” através das vias democráticas, acrescentou o diplomata venezuelano.

* As opiniões expressas nos artigos reproduzidos não são necessariamente as mesmas deste diário ou do Partido da Causa Operária

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