Ataque à Fundação Palmares
Sérgio Camargo está transformando a Fundação Palmares em uma instituição para atacar o movimento negro, uma organização que só tenha inimigos do povo negro
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Sergio-Camargo-
Sérgio Camargo e Jair Bolsonaro | Foto: Reprodução

Sérgio Camargo, o negro que se intitula de direita, presidente da Fundação Cultural Palmares, chamado de “capitão do mato” pelo seu próprio irmão e mais recentemente pela deputada federal do PT no Rio do Janeiro, Benedita da Silva, vem realizando um verdadeiro expurgo de nomes de personalidades que são homenageadas pela instituição. Além de Benedita da Silva, a vereadora do PT Janete Pietá, a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva, a cantora Preta Gil, os deputados David Miranda e Talíria Petrone – ambos do PSOL-RJ e o ex-deputado Jean Wyllys, o presidente da FCP já retirou nomes da lista de homenageados como o de Mandela e até mesmo o de Zumbi dos Palmares.

O fascista Camargo, que já se referiu ao movimento negro como “vagabundos” e “escória maldita”, disse que é contra a política de cotas raciais, que não existe racismo no Brasil, atacou diversas personalidades como Zumbi dos Palmares, que ele chamou de “um grande filho da puta” que “escravizava outros negros”, tem tentado de forma sistemática destruir a Fundação Palmares por dentro. Neste sábado (17) Sérgio Camargo, desferiu também em seu Twitter um novo ataque a Madame Satã que segundo ele seria “um ser humano abjeto” e também ligou o ator Lázaro Ramos à “idolatria de bandidos”.

Como disse Benedita da Silva, “o capitão do mato a mando de Bolsonaro”, está transformando a Palmares em uma instituição para atacar o movimento negro, uma organização que só tenha inimigos do povo negro. Para Sérgio Camargo, a exclusão dos nomes da lista de homenagens da FCP, “Não se trata de perseguição, é busca por justiça”. O presidente da instituição, defensor ferrenho da campanha de Donald Trump para a reeleição a presidência dos Estados Unidos disse que a ideia de que no Brasil 55% da população é negra é uma mentira inventada pela esquerda e que, na realidade, a população negra no Brasil correspondia a 8,2% de todos os brasileiros.

Em uma fala de Camargo revelada pela jornal O Estado de S. Paulo, no mês de junho, além de xingar Zumbi de “um filho da puta” diz ainda “que não vai ter um centavo pra terreiro de macumba enquanto ele estiver na presidência da Palmares”  e pede para “que cada um dos diretores entreguem um esquerdista, quem não entregar vai sair”. A cantora Alcione assim que ficou sabendo do áudio vazado, em uma live ela desabafou, chamou Camargo de “Zé Ninguém da Fundação Palmares” e disse que “quando a gente vê uma pessoa da nossa cor falando uma besteira daquelas, tenho vontade de arrancar da televisão e encher de porrada pra virar gente”.

A situação da Fundação Palmares é clara, Sérgio Camargo não foi colocado na liderança da instituição à toa. Faz parte do projeto político do presidente ilegítimo e fraudulento Bolsonaro, numa tentativa de apagar a história de libertação revolucionária dos pretos no Brasil. O órgão, que deveria preservar a memória e cultura dos negros no país e no mundo, neste momento atua de forma contrária ao movimento negro, que deve se organizar e mobilizar-se nas ruas para pôr abaixo não só o Sérgio Camargo da presidência da FCP, mas também todo o governo de Bolsonaro, seu patrão de extrema direita, que é um racista declarado.

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