Chacina teria sido porque jovens “não poderiam se reunir” ali

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Um homem foi preso na manhã desta segunda-feira (09) por ser  suspeito de assassinar cinco jovens, alguns deles ligados ao PCdoB, dentro de um condomínio na cidade de Maricá no Estado do Rio de Janeiro no último dia 25.

O homem é João Paulo Firmino, suspeito também de pertencer uma milícia que atua em Maricá. A polícia diz acreditar que Firmino teria cometido o crime sozinho uma vez que as balas que mataram os jovens saíram de uma mesma arma. Firmino segue em prisão preventiva. Como parte da mesma operação foram expedidos 6 mandados de busca e apreensão, sendo dois contra policiais militares lotados no 7º Batalhão de São Gonçalo, município vizinho a Maricá. Outros dois suspeitos de pertencer a milícia também foram presos.  

Um dos policiais contra o qual foi expedido o mandato é suspeito de ser o chefe da milícia que atua na periferia da cidade. O laço estreito que liga as milícias aos agentes e órgão de repressão não é mera coincidência.  A formação de milícias que impõem verdadeira ditadura contra o população é uma política de extrapolação do aparelho repressivo do Estado, adotando métodos de repressão ilegais; criminosos que o Estado por hora não pode praticar contra a população.

Essa terrível chacina teria sido motivada  pelo fato de os jovens não possuírem “autorização” da milícia para estarem reunidos de madrugada, ou seja, segue o mesmo modus operandi de uma ditadura militar e é uma amostra em pequena escala do que significa uma intervenção militar para os trabalhadores e o conjunto da população pobre e negra.

Atuação das milícias, que são controladas e organizadas pelos agentes e órgãos de repressão do Estado, demonstra o que é a atrocidade de uma regime controlado por órgão de repressão e pela extrema direita. Esse crime atroz e muitos outros que a ele seguiram se ligam estreitamente a situação política e à intervenção militar no Rio, uma vez que o regime político controlado pela direita e especialmente pelos militares incita a extrema direita a contra a população e contra a esquerda. Esse crime e o assassinato de vereadora Mariele são resultados direitos do golpe de Estado.