Chacina: Polícia Militar racista mata oito em Belém (PA)

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Na última segunda-feira (29), fora registrada uma brutal chacina em Belém, que contabilizou oito pessoas assassinadas pela PM racista do estado do Pará. Essa característica lhe é atribuída justamente pelo fato de que o ocorrido contextualizar o que o órgão de repressão representa: a máquina de matar contra o povo pobre e trabalhador. Ao total foram 11 pessoas atingidas pelos disparos, onde cinco foram mortas no próprio local e as outras três a caminho do hospital.

É fato que, após a eleição fraudulenta de Jair Bolsonaro sob o golpe de Estado, os ataques dos fascistas contra o povo nas ruas se acentuou e com o aparelho repressor do Estado burguês não será diferente. Neste momento, como a PM, demais órgãos repressores sentirão plena liberdade para reprimir ainda mais a população de conjunto. Esta é a realidade já vivida pela população pobre do país, a exemplo disso estão aqueles que residem em locais assim como no que ocorreu a recente chacina, onde a maioria da população pobre é composta por negros -alvo principal da PM assassina.

Contra o avanço da repressão chancelada pelo regime golpista, é preciso ter uma pronta resposta. Todas as organizações dos trabalhadores e movimentos sociais de conjunto estão ameaçadas, logo serão duramente atacadas. Por isso, a organização e mobilização desses setores é de extrema importância para garantir o enfrentamento direto e organizado contra a direita golpista.

É preciso se articular por meio dos comitês de luta contra o golpe e autodefesa. O movimento de luta do povo negro deve estar organizado nos comitês junto a mobilização popular geral que deve ser desenvolvida no momento seguinte, somente com uma política dentro desse contexto será verdadeiramente efetiva a derrota da extrema-direita e a expulsão dos fascistas das ruas, que é um espaço de luta dos trabalhadores e não deve ser ocupado por aqueles que os massacram.