Cerco a Trump está se fechando: assessor “admite” traição à patria

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Nos últimos meses a campanha contra o governo de Donald Trump, presidente norte-americano, intensificou-se. Membros ligados ao presidente direitista estão sendo acusados de terem se ligado com o governo Russo para que este interferisse nas eleições norte-americanas para trazer a vitória de Trump. Além do cinismo do argumento, já que o imperialismo estadunidense é especialista em interferir na política geral dos outros países, vale ressaltar que o processo judicial é feito ao estilo inquisitório da operação Lava-Jato brasileira, o que é esperado já que a Lava-Jato é em si uma operação imperialista.

A crise do governo Trump e a perseguição política se aprofunda. O ex-chefe de campanha de Trump, Paul Manafort, que está sendo acusado de fraude fiscal e bancária, está sendo acusado em mais de 8 processos, podendo pegar até 80 anos de prisão, declarou-se culpado em duas acusações que enfrenta na investigação do promotor imperialista, Robert Mueller, o Dallagnol norte-americano.

Manafort declarou que irá cooperar com a investigação do interferimento dos russos nas eleições e da ligação de Trump com eles. Obviamente, Manafort foi chantageado, para facilitar o trabalho da principal ala do imperialismo, que quer derrubar Trump, para conseguir acusações contra o atual Presidente e assim favorecer o processo de impeachment que está sendo montado contra ele.

Como ficou expresso nas últimas eleições estadunidenses, Trump representa um setor mais fraco do imperialismo, que ganhou força nos Estados-Unidos por conta da desilusão política da população com a política da principal ala da burguesia imperialista, que estava apoiando Hillary Clinton. Desta forma, Trump no poder não consegue levar adiante os interesses do capital financeiro internacional (e assim vem demonstrando sua política econômica), favorecendo um determinado setor mais fraco da burguesia norte-americana, e portanto está sendo alvo de uma dura campanha golpista por parte do principal setor do imperialismo.

Assim sendo, o imperialismo montou um esquema para organizar aquilo que ele faz melhor que qualquer um: dar um golpe.