Ataque a centro de Umbanda
Um centro de Umbanda foi atacado no último sábado de 2019. É preciso organizar a luta contra a extrema-direita fascista e exigir a saída do governo Jair Bolsonaro,
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
umbanda
Imagem: Ògan Luiz Alves/Projeto Oníbodê |

Um centro de Umbanda foi alvo de ataque no último sábado (28) de 2019, por volta das 7 horas da manhã. O centro religioso era localizado em um sítio na rodovia PA-136, entre os municípios de Castanhal e Inhangapi, nordeste do Pará. Quatro homens encapuzados armados invadiram o local, renderam o porteiro e o proprietário e empresário José Cavalcante Pinheiro, de 72 anos, foi morto durante a ação.

O ataque ao centro de uma religião africana como a Umbanda demonstra o desenvolvimento e a ação da extrema-direita, que levanta a cabeça e comete atentados por todo o país. Os pistoleiros, em geral, são acobertados e pelas autoridades locais e têm vinculações  estreitas com as polícias civil e militar. O governo Bolsonaro e todo o bloco golpista garantem total impunidade para os grupos de extrema-direita quando atacam e assassinam lideranças de movimentos populares e depredam seus locais de reunião.

O golpe de Estado de 2016 e a fraude eleitoral de 2018, que resultaram na eleição fraudulenta do governo Jair Bolsonaro, têm permitido o avanço da extrema-direita no controle do Estado e, por meio disso, uma ofensiva sobre os direitos democráticos da população e os movimentos populares, inclusive contra as religiões africanas e o movimento negro em geral.  Membros do governo Bolsonaro já afirmam que a escravidão foi benéfica para os negros, que não existe racismo no país e que é preciso destruir as tradições de luta dos povos africanos, começando pelo líder da resistência quilombola Zumbi dos Palmares.

A única saída para a crise política e econômica que se aprofundam diariamente e que abrem a perspectiva da implantação de uma ditadura milita, caso a esquerda não reaja, é a construção de um partido da classe operária, capaz de apresentar uma alternativa para as massas e que as mobilize em favor dos seus próprios interesses.

A experiência histórica demonstra que o fascismo jamais foi e não será derrotado por meio de eleições ou petições e discursos parlamentares. Somente as massas organizadas e mobilizadas é que podem fazê-lo. É preciso enfrentar nas ruas o governo fascista de Jair Bolsonaro e exigir sua saída imediata.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas