Centrão se junta com Bolsonaro em “pacto” para salvar o governo e os ataques contra a população
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Centrão se junta com Bolsonaro em “pacto” para salvar o governo e os ataques contra a população
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Da redação – Na manhã desta terça-feira (28), Jair Bolsonaro se reuniu com os presidentes do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, da Câmara de deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), em um café da manhã no Palácio da Alvorada.

Além disso, compareceram os ministros da economia, da casa civil e do Gabinete de Segurança Institucional, Paulo Guedes, Onyx Lorenzoni e o General Augusto Heleno.

Os golpistas estão aproveitando a farsa criada pela imprensa golpista com os atos do dia 26, de que o governo e as reformas dos golpistas teriam alguma popularidade, para estabelecer uma aliança no sentido de avançar nos ataques à população.

Por mais que o Centrão e o Bolsonarismo tenham divergências na atuação política, o programa que defendem é o mesmo – entrega do patrimônio nacional, diminuição dos direitos trabalhistas, roubo da previdência e assim por diante.

Por isso, estão aproveitando a campanha da imprensa para esconder a crise política real dentro do governo.

Os golpistas do Centrão perceberam que uma saída tão precipitada de Bolsonaro do governo seria uma profunda derrota da política dos golpistas contra a população. Estão unindo forças para impedir a desmoralização total do regime golpista.

Maia se declara contra impeachment

Segundo informações da colunista da Folha de São Paulo, Monica Bergamo, Rodrigo Maia, líder do Centrão, colocou-se contra duas propostas que, segundo ela mesmo, “circulam no Congresso”: o impeachment de Bolsonaro e o semi-presidencialismo, para reduzir os poderes da presidência da república.

As duas são propostas que favoreceriam o poder político do Centrão. O impeachment colocaria na presidência o General Hamilton Mourão, apoiado pelos partidos golpistas da grande burguesia. Vale lembrar que o DEM, partido do qual Rodrigo Maia faz parte, é o antigo ARENA – principal sustentáculo da Ditadura Militar.

Já o semi-presidencialismo daria mais poderes ao congresso, limitando o poder da presidência.

Entretanto, diante da situação crítica do regime golpista, setores da burguesia organizaram os atos no dia 26 de maio para tentar salvar o governo apodrecido.

Os setores mais tradicionais da burguesia, percebendo que o fracasso completo do governo levaria a um fracasso completo das políticas dos golpistas, estão aproveitando o momento para tentar dar forças ao governo.