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Eles estão a caminho

Centenas de sem terra e sem teto no 1º de Maio de Luta, na Sé

De todos os lugares, eles vêm pra lutar, no Dia Internacional de Luta da Classe Trabalhadora

Ato de luta pela moradia no interior de São Paulo – Foto: Tiago Macambira

Redação do DCO

Antônio Carlos Silva

Cerca de 300 sem terra e sem teto participarão do ato de Primeiro de Maio na Praça da Sé, convocado pelo PCO e pelos Comitês de Luta e endossado por diversas organizações populares e militantes de base.

Em algumas regiões do País eles já colocaram o “pé na estrada” e estão a caminho, por conta da longa viagem a ser realizada; em outras, eles estão se preparando para rumarem para São Paulo nas próximas horas; do interior de São Paulo e da Capital eles se deslocam no próprio sábado para, a partir das 14 horas, participarem do Ato Nacional do Dia Internacional de Luta da Classe Trabalhadora, na Praça da Sé.

A praça é do povo

Eles vêm com suas diversas bandeiras e reivindicações, como a defesa da reforma agrária para garantir terra e trabalho para quem nela more e produza, o que só é possível com a expropriação dos latifundiários exploradores dos trabalhadores rurais, dos sem terra e de todo o povo brasileiro e responsáveis pelo assassinato de milhares de trabalhadores e lideranças, bem como defensores da política governamental de exportar toda nossa produção agrícola enquanto milhões passam fome em nosso País.

Vêm na defesa do fim dos despejos e desocupações que continuam a ocorrer em plena pandemia, mostrando o caráter genocida dos grandes proprietários, especuladores, bem como do judiciário e governos que defendem seus interesses que dizem que estão em guerra contra o Covid, mas que – de fato – estão em guerra contra o povo trabalhador.MST: Você entende o que é esse movimento? | Politize!

Trabalhadores do campo e da cidade estarão unidos no próximo sábado para apontar o único caminho para derrotar a ofensiva da direita: a mobilização dos trabalhadores e de suas organizações, junto com a juventude e outros setores explorados para defender seus próprios interesses diante da crise, contra os interesses dos grandes monopólios e dos seus governos.

Os mais diversos movimentos de luta

Virão companheiros de diversos movimentos como da Central de Movimentos Populares, Frente Nacional de Luta, Movimentos dos Sem Teto, Movimento dos Sem Terra, Frente de Luta por Moradia, Frente Internacionalista dos Sem Teto, Movimento de Favelas etc. que se somaram aos ativistas de categorias de trabalhadores urbanas e rurais na defesa dessas e de outras reivindicações fundamentais. Entre elas, a vacina para todos, com a quebra das patentes, sob o controle da população; o urgente pagamento de auxílio emergencial para todos os necessitados, de – pelo menos – um salário mínimo; a proibição de demissões e a redução da jornada de trabalho para – no máximo – 35 horas semanais: trabalhar menos, para que todos possam trabalhar.

Além de pequenos grupos das mais diversas regiões do País, estão confirmadas caravanas com ônibus ou vans, com companheiros da luta pela terra e pela moradia  vindos de ocupações no interior de São Paulo, da Zona Central, Leste e Oeste de SP, do Distrito Federal,  Tocantins, Bahia, entre outros.

Uma perspectiva de luta

No interior de seus movimentos, entre uma minoria de dirigentes e uma expressiva parcela de militantes, cria-se cada vez mais uma consciência da necessidade de superar a política de paralisia da maioria das direções, bem como a colaboração com os inimigos da luta dos trabalhadores do campo e da cidade. Por isso, eles vão participar e ter voz e vez no ato de luta, classista e internacionalista, que vai ocorrer na Praça da Sé, convocado pelos Comitês de Luta, pela Corrente Sindical Nacional Causa Operária, pelo PCO, e ao qual foram aderindo dezenas de organizações e entidades, bem como companheiros da base de praticamente todos os partidos de esquerda. Uma situação que aponta uma perspectiva para a luta da próxima etapa, na qual os ataques da direita tendem a se intensificar ainda mais.

Esses e muitos outros movimentos vêm trazendo suas bandeiras, faixas, com suas camisetas e mensagens combativas que, democraticamente, serão expostos no Ato e na passeata que se seguirá ao combativo evento.

Se você ainda não está em nenhuma caravana, organize seu grupo e participe. Venha como puder, mas não deixe de participar. Além das reivindicações imediatas, o 1º de Maio vai ser de luta por uma saída própria dos