EUA
Twitter fecha contas e limita conteúdo relacionado à QAnon
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Apoiadores de Trump | Foto: Reprodução

A burguesia imperialista aumenta a censura nas redes sociais, agora foi a vez do Twitter anunciar na última terça-feira , dia 21, que agirá com rigor contra a disseminação na rede social de tuítes relacionados à “teoria da conspiração” conhecida como QAnon, incluindo o fechamento de contas e a limitação da circulação de conteúdo. Partindo desta decisão o Twitter, anunciou o fechamento arbitrário de mais de 7 mil contas nas últimas semanas, podendo chegar a 150 mil contas extintas. As URLs (endereços de internet) associados à QAnon não poderão ser compartilhados, e tuítes associados à QAnon não serão mais recomendados nem aparecerão em trends, anunciou o Twitter.

Com a alegação de que a QAnon é uma teoria da conspiração da extrema direita americana, centrada na crença de que o presidente Donald Trump enfrenta uma campanha secreta liderada por inimigos do “Estado profundo” (deep-state, em inglês), termo usado para designar uma elite das áreas política, econômica e cultural que adora satã e abusa de crianças, o twitter e a burguesia imperialista preparam o acirramento da censura contra seus inimigos. 

Neste momento se utiliza em certa medida de seus aliados de plantão da extrema direita, mas o alvo da burguesia mundial e suas redes sociai e a esquerda mundial e todos os movimentos de luta que possam estar alinhados a luta contra a burguesia. No caso dos EUA, agora atacam a Qanon para num breve futuro atacar aqueles que possam impulsionar mobilizações como as de maio e junho nos EUA.

Há cerca de dois anos grupos de extrema direita procuraram propagandear posições políticas  baseadas em teorias infundadas que rapidamente atraiu milhares de seguidores. Hoje, o QAnon aparece em campanhas políticas, em processos criminais e no merchandising. 

Recentemente, fãs do QAnon compartilharam online teorias que relacionam o bilionário liberal George Soros aos problemas tecnológicos que prejudicaram as convenções democratas, e distribuíram “medicamentos” falsos e provavelmente perigosos contra o coronavírus.

Matthew Lusk, um candidato republicano da Flórida que concorre ao Congresso e segue abertamente o QAnon, afirmou em um e-mail que o criador anônimo da teoria é um patriota que “fornece informações sobre coisas de que as notícias falsas não tratam senão para confundir”. Quanto aos elementos mais extremos da teoria, Lusk disse não saber ao certo se existe de fato um bando de pedófilos associado ao Estado profundo, mas: “Eu acredito que em Bruxelas, na Bélgica, há um grupo que come crianças abortadas”. 

Por mais estranhas e absurdas que sejam quaisquer colocações políticas, cerceá-las é impor a censura, que no momento adequado para a burguesia se voltará diretamente contra os trabalhadores e setores oprimidos da sociedade. 

Sob o pretexto de combater estas supostas “teorias da conspiração”, a burguesia prepara uma censura em massa, contra a população mundial. Quem é o juiz que vai definir o que é e o que não é teoria da conspiração? Quem terá o poder definidor do que é ou não teoria da conspiração?

Até porque para a burguesia, muitas das chamadas “teorias da conspiração” na verdade são denúncias reais contra o Estado e denunciadas por setores ligados ou próximos a classe trabalhadora e demais setores oprimidos.

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