Censura e perseguição política: jornalista é demitido da Gazeta do Povo por criticar Bolsonaro

GAZETA DO POVO (4)

Da redação – O jornalista Roberto Galindo foi demitido do jornal Gazeta do Povo nesta segunda-feira (5). Ele estava na publicação há 18 anos e era uma das poucas vozes progressistas do jornal conservador que conta com Rodrigo Constantino entre os colaboradores. A imprensa golpista foi um dos braços dessa campanha fraudulenta. O Partido da Causa Operária defende a expropriação de toda a imprensa golpista e conservadora do Brasil que juntamente com os capitalistas se esforçam na propaganda de desinformação e confusão de toda a classe trabalhadora.

Roberto Galindo deixou uma mensagem para seus colegas no Facebook:

“Fui demitido hoje da Gazeta do Povo, depois de 18 anos. Minha única ambição é que meus filhos, quando vierem a entender o mundo, achem que as decisões que eu tomei e que me trouxeram até aqui foram acertadas.”

“De resto, é tentar evitar arrependimentos e rancores, tentar construir coisas novas e um mundo melhor pra essa meninada que está chegando. Fora isso, não tenho muitos planos.”

“Beijo pra todo mundo que fez parte dessa história. Vocês estão na minha memória sempre. E boa sorte pra quem fica. O jornalismo precisa de vocês.”

Segue abaixo alguns trechos do artigo que foi a causa da demissão do jornalista:

“O ódio venceu. O ódio ao diferente, a intransigência com a pluralidade. Venceram a tortura, a misoginia, a homofobia, o racismo. Venceu o autoritarismo, o retrocesso de quem quer levar o país de volta ao ponto em que estava “40 ou 50 anos atrás”.

“Mas é preciso neste momento dar nome aos bois e dizer que uma parte gigantesca da culpa por este retrocesso cabe aos barões da imprensa brasileira. E aqui cabe diferenciar entre veículos independentes e veículos do baronato. E cabe diferenciar entre o chão de fábrica e os donos.”

“Em qualquer lugar civilizado, o discurso em que o candidato, há uma semana da eleição, promete mandar para a Ponta da Praia, um centro de tortura e extermínio, os seus inimigos políticos, teria levado às mais ásperas manchetes, aos editoriais mais incisivos.”