Censura no esporte
A jogadora Carol Solberg foi denunciada pela procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) após dizer “Fora Bolsonaro”
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Volei de praia | José Maciel

A jogadora Carol Solberg foi denunciada pela procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) após dizer “Fora Bolsonaro” em entrevista ao final de uma partida.

A atleta foi enquadrada em dois artigos do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). No primeiro, o 191, ela deixou de cumprir o regulamento da competição e no outro, o 258, assumiu qualquer conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva não tipificada pelas demais regras do código.

A punição para a atleta pode ser de R$ 100 a R$ 100 mil para o primeiro artigo e de suspensão de uma a seis partidas para o segundo.

A atleta de Vôlei de Praia Carol Solberg, filha da grande jogadora Isabel, tem mostrado mais fibra do que muitos dos políticos dos partidos da esquerda pequeno-burguesa, uma vez que aproveitou estar ao vivo no canal Sportv para dar vazão para o que milhões de brasileiros desejam, ou seja, dizer em bom tom “Fora Bolsonaro” num claro desafio a este governo fascista.

Entretanto ela tem percebido que não é só contra Bolsonaro esta luta. Visto que instituições que deveriam ou poderiam apoiá-la estão se empenhando em censurá-la através de reprimenda ou de ameaças veladas bem como uma campanha difamadora nas redes sociais.

Logo depois do ocorrido a Confederação Brasileira de Vôlei emitiu uma nota onde repudiava a atitude da atleta. Uma atitude bem diferente da tomada quando os jogadores da seleção brasileira masculina, Wallace e Mauricio, demonstraram apoio ao então candidato Jair Bolsonaro durante a campanha presidencial de 2018. Nesta oportunidade a CBV, entidade que tem 85% das receitas vinculada a patrocínio de empresas do governo, além de outras receitas advindas de subvenções governamentais, emitiu uma nota que não compactuava com manifestação política, contudo respeitava a liberdade de expressão.

Ao mesmo tempo, uma misteriosa campanha difamadora nas redes sociais pedindo que a atleta Carol Solberg tivesse o seu patrocínio com o Banco do Brasil cancelado, parasse de receber Bolsa Atleta e por fim fosse expulsa do Exército. Bem, toda esta proposta de perseguição defendida pelos amantes do fascista não tem sentido para esta atleta, uma vez que ela não é beneficiada por nenhum destes programas. Como ela procurou esclarecer para evitar que estas mentiras se espalhassem.

Quem se juntou a este ataque bolsonarista foi o próprio presidente da comissão de Atletas de Vôlei, o tricampeão olímpico Emanuel Rego, que também emitiu uma nota lamentando a manifestação política da atleta e dizendo que ia lutar para isto não acontecer novamente.  Não se pode esquecer que este brilhante jogador de vôlei é casado com a senadora Leila Barros (PSB-DF), a Leila do Vôlei, e que exerceu cargo no governo bolsonarista no Ministério da Cidadania de abril de 2019 a junho de 2020. Ministério que conta como parceiro no site da confederação.

A posição do Emanuel Rego de impedir que os atletas se manifestem sobre uma questão que os incomoda é assumir a posição tradicional dos dirigentes como inclusive consta na carta olímpica e foi um dos motivos para a injusta punição dos atletas estadunidenses de apoio ao Partido dos Panteras Negras em 1968. Logo, a comissão de atletas que Emanuel Rego preside, ao invés de ser para apoiar os atletas no governo Bolsonaro se tornou uma comissão para controlar  os atletas como Carol Solberg saiam do roteiro esperado de entretenimento que o esporte tem assumido no atual estágio do capitalismo.

Assim estes asseclas de Bolsonaro, no caso especifico a CBV e a Comissão de Atletas do Vôlei de Praia presidida por Emanuel, buscam censura a Carol para impedir que outros atletas tomem postura igual.

A jogadora não se arrepende do ato e disse que gritou algo que esta entalado na garganta a muito tempo e que usou o espaço público para se manifestar.

Diante das ameaças, Carol Solberg recebeu o apoio de outras jogadoras e de sua mãe a ex-jogadora Isabel Salgado que também se juntou a filha e soltou também um sonoro FORA BOLSONARO!

Diante dos fatos não a como negar a popularidade da palavra de ordem de fora Bolsonaro e a impopularidade portanto do governo. É preciso que outros atletas se manifestem e se juntem para derrubada desse governo fascista e genocida.

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