Censura: blogueiro é proibido de criticar a operação golpista Lava Jato

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Com a justiça golpista não dá pra esperar nada de bom. Aliás nem existe mais justiça nesse país do golpe. Ficamos atônitos com mais uma pancada que diariamente assistimos escrevendo mais uma página do golpe.

O delegado federal Eduardo Mauat Silva, ex-integrante da operação Lava Jato, processa o jornalista e blogueiro Marcelo Auler pela Justiça Cível, cobrando dele mais de R$ 37 mil de indenização por danos morais por ter mostrado fatos, e fatos documentados.

Marcelo Auler, como jornalista, fez o que a grande imprensa não fez e mostrou que o próprio Mauat se increvera – e foi aprovado – num concurso de remoção, obteve-a e, apesar disso, continuou ligado à Operação Lva Jato, relatando que ele recebia diárias por atuar em Curitiba. Tudo com documentos oficiais.

Na audiência de conciliação, porém, Mauat mostrou que seu objetivo não é nem mesmo a defesa de sua honra, ao propor que o jornalista “retire  o seu blog do ar” e que “indique quem são as fontes, na Polícia Federal, que lhe passam informações”.

Ou seja, o que quer é a censura e a violação constitucional que se garante ao jornalistas (Art. 5°, XIV) para que preservem o sigilo das suas fontes.

É este o grau de “legalidade” de certos policiais federais, os “novos heróis” do Brasil.

E depois são os blogueiros considerados que fazem jornalismo “sujo”.

Auler, que não dispõe de recursos empresariais, está sendo defendido graças à generosa consciência jurídica de um advogado gaúcho, o Dr. Antonio Carlos Porto Jr., do escritório Defesa Social, de Porto Alegre.

O “cala a boca não morreu”, esta vivo, em autoridades policiais que vão bater à porta do Judiciário para fazer censura.

O judiciário  corporativo, grande agente do golpe de estado, continua sua campanha falsa e caluniosa contra as pessoas que ameaçam a sua estabilidade.

Para reverter essa situação golpista no Brasil é necessário derrotar o golpe de Estado. Dessa forma, organizar um grande movimento, para a defesa das pautas progressistas do povo tais como a liberdade para Lula, sua participação livre nas eleições, anulação do impeachment de Dilma Rousseff e o fim da intervenção militar, é a tarefa política do momento.