CBF traz para o Brasil tecnologia (VAR) que deu aos franceses o título da Copa do Mundo 2018

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Adotado pela primeira vez na mais importante competição de futebol, a Copa do Mundo, o recurso eletrônico denominado “VAR”, ou árbitro de vídeo, que causou grande polêmica na recém encerrada Copa da Rússia – pois acabou favorecendo apenas as grandes seleções européias, inclusive aquela que levantou o título, a França – já tem data marcada para a sua estréia no futebol brasileiro.

A Confederação Brasileira de Futebol – CBF, anunciou nesta segunda-feira, dia 30 de julho, o uso do recurso eletrônico para os jogos das quartas de final da Copa do Brasil. Serão quatro jogos que estarão sendo realizados no meio desta semana, envolvendo os confrontos entre Corinthians x Chapecoense; Grêmio x Flamengo; Santos x Cruzeiro; Bahia x Palmeiras.  Vale registrar que a Copa do Brasil é uma competição de grande tradição no calendário futebolístico nacional,  distribuindo premiação de altíssimo valor aos times que avançam nas diversas fases, além de assegurar ao campeão uma das vagas reservadas aos times brasileiros na Taça Libertadores da América.

De acordo com a entidade nacional do futebol, “na Copa do Brasil, serão 14, 15 ou 16 câmeras por partida, dependendo da empresa transmissora. Haverá sala de VAR nos estádios, com cabines de revisão, e serão quatro pessoas: árbitro de vídeo, assistente, operador e supervisor. Supervisores de VAR darão palestras aos jogadores nos clubes. E um assessor da CBF estará sempre nos jogos onde houver VAR” (globoesporte, 30/07).

O que pretende a CBF com a introdução do dispositivo eletrônico nas competições oficiais de futebol no Brasil? Garantir a lisura dos resultados ou o favorecimento dos grandes clubes, das grandes camisas, como aconteceu na Copa do Mundo? Quem irá operar os aparelhos e quem irá alertar a arbitragem sobre os lances duvidosos? Que critérios serão adotados para que um lance seja passível de revisão?

O que se vê é que cada vez mais o grande capital e as corporações econômicas – completamente alheios aos verdadeiros interesses do futebol – se apropriam do esporte mais popular do mundo, para daí extrair seus enormes lucros e dividendos. Na Copa do Mundo, o árbitro assistente de vídeo (VAR) atendeu exatamente a este propósito. Alterar o resultado para favorecer as seleções que representam as grandes corporações, os grandes interesses das grandes marcas esportivas (Nike, Adidas, Puma etc.).