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Análise Política da Semana

Rui Costa Pimenta alerta para novo golpe da burguesia

Veja como foi o programa de maior audiência da COTV

Presidente do PCO analisa os acontecimentos da semana – Arquivo

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No início da tarde desse sábado (24 de julho), Rui Costa Pimenta apresentou, um pouco antes dos atos de São Paulo, mais uma Análise Política da Semana no canal do YouTube da CausaOperariaTV. O assunto da análise girou em torno, principalmente, das manifestações pelo Fora Bolsonaro, que aconteceram no mesmo dia em todo o Brasil.

Inicialmente o assunto tratado pelo presidente do Partido da Causa Operária foi a tentativa de infiltração do PSDB nas ruas, principalmente em são paulo, onde uma série de organizações da direita com o apoio do PCdoB dividiram o ato, marcando uma segunda concentração em frente ao Shopping Conjunto Nacional, a um quilômetro de distância do MASP, local onde aconteceram os outros movimentos. A divisão seria, segundo os organizadores, para que o PSDB pudesse discursar nos atos, visto que, no dia 3 de julho o partido golpista teria sido vetado dos carros de som. Para Rui, o veto à fala do PSDB nos atos anteriores teria ocorrido: “porque alguns setores mais realistas, principalmente do PT e da CUT, sabiam que a sua presença nos carros de som causaria uma grande comoção. A realidade é que a esmagadora maioria dos participantes do ato rejeitam o PSDB, eles foram o artífice do golpe de 2016”.

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Os tucanos governam São Paulo há mais de quarenta anos, e vêm, desde então, desenvolvendo sua política parasita no estado mais rico da União. Os governos têm se mostrado como um carrasco de todos os funcionários estaduais, a educação sofreu e vem sofrendo com ataques extensivos e a repressão policial no estado é muito intensa. “Fazer o PSDB participar do ato em São paulo é quase pior do que chamar o próprio Bolsonaro para o ato. O Bolsonaro é um Presidente da República fruto de uma fraude a três anos, já o PSDB governa o estado há quarenta anos, e todo o estado de São Paulo já sofreu muito nesse governo. Então, é evidente que a participação deles no ato é inviável”.

Diante disso, é interessante analisar a insistência do partido da direita em participar dos atos, já que o partido nem mesmo apresentou algum pedido de impeachment ao mandato de Bolsonaro. Essa investida da direita nos atos, em conluio com o PCdoB, tem o Doria como principal nome político. Segundo Rui Costa, “o PSDB em São Paulo está dominado pelo João Doria, quem tomou a iniciativa oficialmente de participar dos atos foi o Diretório Municipal do PSDB em São Paulo, que é controlado por ele, quer dizer quem quer participar dos atos é o João Doria”. O objetivo do direitista é, claramente, as eleições de 2022, visto que os tucanos ainda não escolheram seu representante na urna. A partir disso Doria vem fazendo uma extensa campanha para tentar recuperar a imagem do partido em São Paulo, um sinal de que a burguesia tem sim o interesse em vê-lo como o candidato da terceira via.

Diante do assunto da terceira via, Rui aponta o risco da ideia de que a ela seria uma carta fora do baralho para as eleições. Mesmo diante de grandes barreiras para aumentar seu eleitorado, a terceira via representa um setor importante, e sobretudo rico, da burguesia nacional e internacional, “a medida que a eleição entra em cena, que a imprensa faz a campanha dele, o que já está acontecendo, dado que a palavra de ordem é “nem Lula nem Bolsonaro”, e contando que ele teria muito dinheiro e aliados direitista em todo o Brasil, não será um candidato que a gente possa subestimar, apesar da falta de votos hoje”, afirma Rui.

Dois cenários foram apresentados para uma possível eleição da terceira via. O primeiro, e menos provável, seria uma possível fragmentação dos votos provocada pela burguesia, com o intuito de levar o candidato ao segundo turno com poucos votos e, a partir disso, afirmar o slogan “nem Lula nem Bolsonaro”. Já o segundo, que pode parecer inviável mas não é, seria a retirada do Lula da eleição. “Nos não devemos descartar essa possibilidade, há um processo contra o Lula correndo em Brasília, que não foi anulado, e pode chegar em segunda instância antes da eleição, criando o mesmo cenário que vimos em 2018”. Diante disso o PCO reitera a importância de se levar o ex-presidente às ruas, já que as manifestações são majoritariamente a favor de sua candidatura.

Outro assunto abordado na análise foram as duas provocações ao PCO, após o entrevero com o PSDB, apoiadas pela burguesia e por parte da esquerda, principalmente o PCdoB e o PSOL. O primeiro foi a calúnia, já desmascarada, da militante do MSTC, Cármen Silva, que foi amplamente divulgada na imprensa burguesa. A segunda foi a tentativa de expulsão do partido da Frente Fora Bolsonaro em Santa Catarina pelo PDT, chegando ao ponto de realizar uma votação falsa para isso. Para o presidente do PCO, “isso acontece porque o PCO é o maior defensor da luta contra o golpe e de denúncia dos golpistas, defendemos também as manifestações de rua, que, se aconteceram, foi, em grande medida, por insistência nossa a partir da manifestação no 1º de maio e nós também fomos o setor que mais se opôs a manobra do verde e amarelo”.

Entretanto, esses ataques tiveram o efeito contrário ao esperado pela burguesia, a grande maioria das bases que estão na rua tem se mostrado claramente a favor do PCO e contra o PSDB, visto que cada vez mais os atos vêm se tornando exclusivamente vermelhos. Além disso, os blocos vermelhos para a manifestação do dia 24 de Julho foram formados em sua maioria pelo PCO, PT e pela CUT, o que mostra que a tentativa de expulsão do ato não passou de um fracasso.

Para o dia 24, além dos blocos vermelhos, o PCO organizou uma ampla campanha de rua para pregar cartazes e distribuir panfletos convocando o ato em vários lugares do país e conseguiu produzir uma grande quantidade de bandeiras e coletes para pintar as ruas de vermelho. Para as próximas manifestações, no entanto, Rui chama atenção para a necessidade de uma maior organização geral da esquerda, tornando as decisões e os responsáveis públicos, em nível nacional, estadual e municipal, para que a manifestação possa cada vez mais atingir a base da população. “Nós insistimos nisso, não é apenas para o movimento fora Bolsonaro. Os militares e a direita estão aos poucos tomando conta da situação, então é preciso organizar um grande movimento popular para resistir a qualquer tipo de iniciativa golpista, porque só a força do movimento popular vai ser capaz de frear uma investida contra os direitos democráticos da população”, ressalta Rui.

A possibilidade de uma greve geral também foi discutida, para Rui a situação vem cada vez mais se tornando favorável. Isso se dá, porque a cada manifestação o número de trabalhadores e de sindicatos presentes no ato vem aumentando, e como estamos em meio a uma crise social intensa, nada mais natural do que o assunto comece a ser discutido, já que é preciso uma resposta contundente ao cenário atual.

Ao fim, em meio ao bloco de perguntas, Rui ainda respondeu sobre o problema do verde-amarelismo nos atos: “O que acontece e o significado político concreto do verde e amarelo, que depois de muita utilização pela burguesia, inclusive no golpe da Dilma, o símbolo passou para as mãos da extrema-direita, o que mostra um desgaste profundo. Em segundo lugar, colocar o verde e amarelo é uma forma de dissolver a presença popular nos atos, porque se você coloca o verde e amarelo já não é mais uma manifestação popular, se transforma em uma manifestação cívica, que se relaciona muito mais com a direita. Esta política, sempre que apareceu, se mostrou como uma política de colaboração de classes, e seu único intuito é colocar a população de base a reboque da burguesia.”

Para assistir à Análise na íntegra entre em Causa Operária TV ou acesse o link abaixo:

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