A capitulação da esquerda latino-americana diante do imperialismo

maduro

Entenda os problemas da esquerda latino-americana com relação aos golpes. A esquerda acredita que há democracia e que os métodos de luta devem todos por vias institucionais. Entenda melhor por meio do trecho da Análise Política da Semana em:

“O problema tático fundamental nesse momento é a esquerda latino-americana, a esquerda latino-americana, toda ela, tem uma política que oscila entre a do Umberto Costa de virar a página do golpe e aquela de seguir pelo caminho institucional. Não existe nenhuma ala da esquerda latina que fale que temos que resistir de todas as maneiras aos golpes militares.

Uma coisa que chama a atenção no debate com os equatorianos, é que eles não falam em golpe de Estado no Equador, sendo que lá houve um golpe. Quando se elege, por exemplo, um candidato do partido comunista e depois descobre-se que ele é do partido fascista, é um golpe de Estado. Ninguém votou no partido fascista, votaram no partido de esquerda, o povo foi enganado.

No Equador, a ala esquerda do partido de Rafael Correa tem grande responsabilidade, por que não é possível que o cidadão tenha ficado tanto tempo incólume, sem reação, e só quando ele colocou a faixa é que caiu a máscara e descobriram que ele era um direitista, isso é impossível.

A política da esquerda é uma política em geral de capitulação ao golpe, se formos explicar a essência da capitulação é o problema da dita democracia. A esquerda latina vive na ilusão de que os anos anteriores foram de democracia, a prova disso é que eles chegaram ao poder, quando a chegada deles é uma prova do contrário por que eles só chegaram por causa de uma ampla mobilização em uma condição pré-revolucionária. O regime por si mesmo não permitiria a chegada de nenhum deles no poder, o caso Venezuela é típico. O Chavez ganhou a eleição e foram derrubá-lo por golpe de Estado, ele só se manteve ali por causa das massas terem se levantado. Os regimes não estavam se passando para sistemas mais democráticos, esse é um dado muito significativo e logicamente que a esquerda toda opera com outros dados. Eles acham que devem defender uma democracia, que na realidade não é democracia nenhuma e atua em favor da direita.

Quando as pessoas começam a achar que o Lula vai ser liberado por processos judiciais, esse daí é o caminho da derrota. Por mais crítica que seja a situação, o fator decisivo são as massas e não nenhum tipo de processo judicial. Em um site de esquerda, mostrava uma mulher e colocava que ela havia derrotado 60% processos de privatização na Petrobrás com processos jurídicos. Isso é um jeito de jogar fumaça nos olhos de todo mundo, nem nos EUA é possível conseguir isso, onde o sistema judicial funciona um pouquinho para algumas coisas.”

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