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Apesar de todo o aparato, direita é residual nos atos

SP sem vacina

Casos e internações aumentam em SP: onde está a vacina?

Com muita demagogia e atitudes genocidas, governo Doria intensifica a crise sanitária no estado, deixando-o sem uma vacinação efetiva.

Sem vacina e muita demagogia e morte. – Foto: Reprodução

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O Estado de São Paulo, maior economia da América Latina, continua agonizando na crise sanitária provocada pelo coronavírus. Os casos de internações e contaminação estão aumentando a cada dia, exibindo toda a hipocrisia, inércia e genocídio do governo João Doria (PSDB), que agora sinaliza, junto com integrantes do comitê de contingência da COVID-19, que irá recuar em alguns setores da atividade econômica, adiando a reabertura em 60% do comércio, das academias, salões de beleza, bares e outros estabelecimentos. O comitê acredita que o governo estadual deve aceitar a recomendação e recuar no programa de flexibilização que seria adotado nas semanas seguintes, numa total falta de consciência e análise perante mais uma onda mortífera da pandemia.

O Brasil tem registrado nas últimas semanas um grande aumento no número de casos, com mais de 65 mil casos diagnosticados por dia, uma alta de 8% em 14 dias, o que sobrecarrega o sistema hospitalar e cria consequentemente a possibilidade de mais mortes. A média móvel – calculada em sete dias – de internações no estado de São Paulo também está ascendente: em 6 de maio eram 2.195. No dia 25, terça-feira, a taxa aumentou para 2.595, um número semelhante ao de março de 2021 e já superior ao recorde de 2020, que foi de 1.972. Os casos diagnosticados como positivos também vêm em ascensão: Em 08 de maio eram 11.320 novos casos positivados por dia. Na terça-feira, 25, o número saltou para 13.940, superando o recorde de 2020, que foi de 11.298. A ocupação de UTIs, juntando toda rede pública e privada, está em 80,5%, com 63% na enfermaria. O número de mortos no estado está em 108.575 e 3.210.024 pessoas contaminadas desde o início da pandemia.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, seis hospitais da capital estão com 100% de seus leitos ocupados. A rede particular também começa a saturar. O hospital israelita Albert Einstein, que atende a elite paulista e do país, planeja a abertura de mais 60 leitos no próximo mês. Nesse mês, o hospital teve uma alta de 47% na taxa de ocupação dos seus leitos. O Sírio Libanês teve uma alta de 23%, saltando de 141 para 174 casos, exibindo tamanha gravidade dessa nova onda em todo Estado de São Paulo.

Com a pandemia em expansão, com essa nova onda mais devastadora que as anteriores, a capacidade de ocupação nos estabelecimentos comerciais em São Paulo está em 40%, sendo que antes era de 30%, o que mostra a total incompetência e contradição no combate à pandemia, pois agora a situação está muito mais arriscada. A piora da pandemia, ao contrário do que pensa o secretário de saúde, não será eventual. Os dados estão aí à mostra para o poder público tomar atitude, mas não é isso que os atuais governantes da cidade e do estado vêm fazendo.

São Paulo foi o centro das atenções no inicio do ano com a propaganda enganosa do governo João Doria, que, para fazer propaganda a seu favor e contra Bolsonaro, prometeu comprar vacina, produzir uma vacina nativa aqui, mas o que vimos foi cinismo, hipocrisia, propaganda enganosa e muitas atitudes genocidas. Tanto João Doria quanto o falecido Bruno Covas (PSDB) atuaram conjuntamente para paralisar o estado no combate à pandemia. Dentre outras maldades, Covas preferiu impedir os moradores de ruas se abrigarem embaixo dos viadutos a vaciná-los ou procurar proporcionar mais habitação para os desvalidos. Doria comprou uma quantidade pequena de vacina, as que chegam são mal distribuídas e aplicadas de forma lenta e por isso hoje, como consequência de suas atitudes genocidas, todo o Estado caminha para um colapso, cuja principal vítima é a população mais carente, desprovida de todo tipo de socorro do estado. O governo Doria só prejudica os pequenos comerciantes, pois as grandes fábricas continuam abertas contaminando a população, que para não perder o emprego precisa se deslocar pelos transportes lotados, cujas frotas nunca foram significativamente ampliadas, ao contrário, são sempre diminuídas, aumentando a aflição e sofrimento da população, que não teve a oportunidade e o direito de ficar em casa como a burguesia teve.

Diante de todos esses dados devastadores em todo o Estado de São Paulo, com a inércia e atitudes demagógicas e genocidas do governo Doria, principal culpado por esse colapso no estado, é preciso que o povo saia às ruas o quanto antes, para cobrar mais vacina, celeridade na sua aplicação, auxílio emergencial do estado, apoio aos pequenos comerciantes, abertura de crédito bancário com juros baixos, criação de novos leitos e construção de hospitais. Sem essas pequenas e necessárias medidas, continuaremos a ver os governos bolsonaristas da extrema-direita atacar diariamente o povo e as mortes aumentarem.

A oportunidade para sair às ruas é agora, dia 29, em todas as capitais do país e principais cidades, onde o povo brasileiro protestará contra os desmandos e ataques genocidas da direita e extrema-direita.

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A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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