Casos de violência doméstica aumentaram 33% em Blumenau, onde Bolsonaro teve 83% dos votos

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Na última sexta-feira (28), a Polícia Militar de Blumenau divulgou o número de ocorrências referentes à violência doméstica. Das 26 mil chamadas atendidas, 550 casos foram de violência doméstica. Em 2017, foram registradas 413 agressões. Isso mostra um aumento de 33% nos casos este ano.

Porém, ao buscar entender este aumento nos casos de violência doméstica não apenas como um fato isolado, mas a partir de um contexto amplo, surge um questionamento: o que vários destes casos têm em comum? Ao pesquisar o perfil de alguns agressores nas redes sociais, é possível notar que são eleitores de Bolsonaro e defendem as suas ideias retrógradas que fazem apologia à misoginia (ódio às mulheres), ao racismo e à homofobia.

Durante o período eleitoral, a apuração mostrou que Jair Bolsonaro teve uma votação recorde na cidade de Blumenau. Com 83% dos votos válidos, contra 16% de Fernando Haddad, do Partido dos Trabalhadores (PT), o candidato do PSL obteve na cidade 162,6 mil votos. No primeiro turno, ele teve 71,5%, o que equivale a 141,2 mil votos. É claro que esse resultado só foi possível graças à uma fraude eleitoral marcada pela ausência de Lula, o candidato que era líder em todas as pesquisas e que foi impedido de disputar a eleição por manobras inconstitucionais realizadas pelo justiça golpista, sob ameaças dos militares.

De acordo com pesquisa realizada pelo Datafolha em outubro de 2018, majoritariamente, os eleitores de Bolsonaro são do sexo masculino, com idade entre 25 e 34 anos, com ensino médio e renda familiar entre 2 a 5 salários mínimos. Entre os seus militantes destaca-se os elementos de extrema direita, que replicam suas palavras de ordem reacionárias como papagaios e ostentam orgulhosos falas de cunho machista e conservador.

Bolsonaro é réu por apologia ao crime e injúria por afirmar, em 2014, que a deputada Maria do Rosário não merecia ser estuprada. Embora, em entrevista, Bolsonaro já tenha afirmado que” não tem como controlar seus eleitores”, discursos como este incitam a violência contra a mulher e legitimam a violência.