Caso Tairone: após oito anos, PM que matou boxeador negro de 17 anos é preso
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Caso Tairone: após oito anos, PM que matou boxeador negro de 17 anos é preso
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O julgamento do ex-policial militar do Rio Grande do Sul Alexandre Camargo Abe, que matou o pugilista Tairone da Silva, de 17 anos, foi encerrado na última terça-feira (02/04).  Abe confessou o crime e alega ter agido em “legítima defesa”, embora haja muitas evidências de que planejou o assassinato. O jovem pugilista negro foi morto com dois tiros a queima roupa e havia relatado ameaças por parte do ex-policial militar. Tairone era considerado uma promessa do boxe brasileiro. Sagrou-se bicampeão gaúcho,  campeão brasileiro e sul-americano de sua modalidade. O crime ocorreu há 8 anos.

A juíza Anna Alice Rosa Schuh decretou a prisão preventiva do ex-policial militar, depois de sua defesa ter abandonado o julgamento.

O judiciário prolongou o julgamento por 8 anos, talvez por se tratar de um policial militar e de um jovem negro. A prisão preventiva foi decretada, embora não haja ainda uma sentença contra Abe. A imprensa burguesa pouco noticiou o processo e o julgamento.

Na maior parte dos casos, o judiciário absolve policiais militares que cometem assassinatos contra a população pobre e negra do país. Os casos dos julgamentos dos policiais envolvidos no Massacre do Carandiru (promovido pela Polícia Militar de São Paulo) e no Massacre dos sem-terra de Eldorado dos Carajás (promovido pela Polícia Militar do Estado do Pará) são exemplos de como funciona a justiça burguesa. Quando houve julgamento, praticamente todos foram absolvidos.