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A execução da vereadora e ativista política Marielle Franco no Rio de Janeiro causou uma enorme comoção em todo o país. Com comprovação de que as balas usadas eram da polícia e de que toda a operação é clássica da polícia, sua execução em um Estado de exceção e em tempos de golpe é algo que precisa gerar um forte movimento a partir de um entendimento correto do que houve.

O regime político golpista e o processo político de conjunto já se abala pois um conjunto de manifestações se deu imediatamente em todo o país e, no Rio de Janeiro, reuniu mais de dez mil pessoas.

O impacto no regime foi enorme e se colocou extremamente na defensiva. Os jornais golpistas publicaram matérias com posição extremamente defensiva, isso devido a essas manifestações. A população reagiu de uma maneira que mostra a efervescência e a reação rápida que pode acontecer quando algo dessa magnitude (execução de uma figura importante na política) acontece.

A imprensa burguesa se coloca na defensiva, tentando não ligar o assassinato de Marielle com a situação política atual do Brasil.  Os órgãos de imprensa direitista tentaram transformar o assassinato de Marielle em uma propaganda a favor da intervenção militar e do reforço da força pública. Essa imprensa, que se move junto com o golpe, tenta desfazer a tendência da polarização política e de culpar o regime político pelo assassinato  da vereadora. Isso não pode ser desfeito.

A tendência a protestar contra o golpe está ganhando força conforme avançam os ataques ao povo. No Carnaval houve diversas manifestações e durante as semanas foram se intensificando. O impacto do assassinato da vereadora reflete a oposição geral ao regime golpista que se manifestou de forma muito intensa.

A burguesia precisou fazer uma demagogia imensa com o assassinato de Marielle, quando, na verdade, sempre foram totalmente contra o que ela defendia e fazia enquanto viva.

Parte da direita raivosa, com sede de sangue, tentou levantar a cabeça, mas a reação da população foi tão grande que forçou a imprensa capitalista a jogar água fria na fervura que foi se formando pela polarização crescente entra a direita e a esquerda, população e organizações populares.

A situação permanece. Se a direita mantiver o ataque grotesco e o regime continuar com as execuções (que são diárias e em larga escala no Brasil) a tendência à população a se manifestar é muito grande.

A prisão de Lula, por exemplo, pode desencadear um processo muito grande, uma reação de proporções enormes e que não será possível ser contida pelo aparato de repressão do Estado.

O Rio de Janeiro se inflamou não só  por parte da esquerda, dos partidos, sindicatos mas também de movimentos e da população favelada em geral.

É necessário ver que o assassinato de Marielle é parte integrante do funcionamento normal do aparato repressivo do Estado. Se não reconhecermos isso tal como é, o risco do aumento das execuções é enorme. A polícia é assassina. Chacinas e assassinatos são constumeiros.

Com essa retração da direita com o assassinato de Marielle, fica claro que a população deve tomar as ruas, que a classe trabalhadora deve ir para as ruas pois, só assim, derrotará o regime golpista. E derrotará de forma firme.

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