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732 jogos disputados, 33 pênaltis defendidos e 10 títulos alcançados. Esses são apenas alguns números da trajetória do goleiro Alessandro Beti Rosa, mais conhecido como Magrão, no Sport Club do Recife. Tendo defendido mais pênaltis que o famoso goleiro italiano Gianluigi Buffon e tendo sido o jogador que mais disputou partidas por um mesmo clube em toda a História do futebol nordestino, Magrão se tornou um dos maiores ídolos do Sport.

Apesar da carreira gloriosa, que inclui um título da Copa do Brasil, uma campanha expressiva na Taça Libertadores da América e um filme gravado em sua homenagem, Magrão tornou pública, nas últimas semanas, sua insatisfação com a diretoria do clube rubro-negro e processou o Sport por questões trabalhistas.

O processo

Na tarde do dia 21 de junho, Magrão era esperado na reapresentação do Sport, após folga concedida diante do intervalo reservado para a disputa da Copa América. Nos dias seguintes, o jogador não apareceu, tampouco se comunicou com a diretoria do clube. No dia 25 de junho, a diretoria do Sport reconheceu que Magrão entrou com uma ação na Justiça do Trabalho para o pagamento de salários atrasados – algo em torno de R$ 1,2 milhão.

No dia 26 de junho, a imprensa burguesa já anunciava que Magrão havia colocado seu apartamento no Recife à venda. Tudo indicava, desde então, que havia chegado ao fim os 14 anos de carreira do arqueiro na equipe rubro-negra. No dia 28 de junho, ocorreu a segunda audiência de conciliação entre o jogador e o clube, mas não se concretizou nenhum acordo.

PSL na direção

O atual presidente do Sport Recife é Milton Bivar, irmão do presidente nacional do PSL, Luciano Bivar. Foi Luciano Bivar quem abriu as portas para que Jair Bolsonaro entrasse no PSL, perseguindo inclusive setores, como o Livres, que pertenciam ao PSL e discordavam da incorporação de Bolsonaro.

Ao longo das últimas décadas, os irmãos Bivar sempre influenciaram de alguma maneira a direção do Sport Recife. O próprio Luciano Bivar já foi presidente quatro vezes, sendo uma figura decisiva nas decisões que o clube tem tomado.

Durante as últimas eleições para a presidência do Sport, Milton Bivar deixou claro que administraria o clube com a mesma política que Jair Bolsonaro: acusou a gestão anterior de “gastar demais”, prometeu reduzir a folha salarial e se comprometeu a “cortar gastos”.

Durval e Nelsinho Baptista

A política de “corte de gastos” prometida pelos irmãos Bivar é, assim como a política bolsonarista, uma verdadeira farsa. Verdadeiros mafiosos do futebol nordestino, os Bivar prometeram reduzir a folha salarial apenas para que seus cofres ficassem mais cheios. Por outro lado, estão levando adiante uma política de completa destruição de um dos times mais populares do Norte-Nordeste.

Vários ídolos do Sport já saíram do clube por causa do tratamento dado pela diretoria – em especial, pelos irmãos Bivar. Poucos dias depois do afastamento de Magrão, o zagueiro Durval, que também foi campeão da Copa do Brasil em 2008 pelo Sport e chegou até a jogar na Seleção Brasileira, saiu do clube em desentendimento com a diretoria.

O técnico Nelsinho Baptista, que levou o Sport a seus momentos mais gloriosos nas últimas décadas, teve duas passagens pelo clube – entre 2008 e 2009 e em 2018. Nas duas vezes, Baptista saiu por divergência com a diretoria comandada pelos Bivar.

A perseguição a um dos maiores ídolos da História

Além de expulsar todos os ídolos do Sport do clube, os Bivar estão procurando destruir suas imagens perante à torcida. Milton Bivar já solicitou que camisas e outros materiais do goleiro rubro-negro fossem retiradas de exposição – além de que, por anos, sabotou o projeto de construção de uma estátua em sua homenagem.

Mais recentemente, o presidente rubro-negro veio a público dizer que Magrão estaria “comprando a imprensa”. Isto é, Bivar, um dos magnatas do futebol nordestino, dono de um patrimônio gigantesco, pertencente a um dos grupos mais influentes no partido do presidente da República, estaria sofrendo uma disputa desleal na imprensa por parte de um jogador que está apenas brigando para receber seus salários.

Apesar de toda sabotagem aos ídolos rubro-negros – e, consequentemente, ao futebol rubro-negro – e apesar de toda a campanha suja e moralista da diretoria bivarista do Sport – que tenta qualificar Magrão como um “ingrato” por processar o clube -, a torcida leonina não abandonou seu ídolo. O apoio a Magrão é incontestável: aqueles que ficaram ao seu lado são esmagadora maioria, o que mostra a impopularidade das gestões mafiosas do futebol brasileira e a necessidade de que os clubes sejam controlados diretamente pelas suas torcidas.

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