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Fascismo

Caso Henry: um retrato da direita

O caso Henry serve como um retrato da direita brasileira em seu conjunto. São bolsonaristas, nazifascistas, supremacistas, assassinos, apoiadores do genocídio, torturadores.

Vereador dr. Jairinho: de defensor da família a espancador de crianças – Reprodução

O vereador pela cidade do Rio de Janeiro, Dr. Jairinho (ex-Solidariedade, sem partido), preso pela tortura e assassinato do garoto Henry Borel Medeiros, de 4 anos, é um típico representante da extrema-direita bolsonarista. Causou grande repercussão o assassinato do garoto, submetido a torturas e espancamentos até a morte pelo político “defensor da família”.

Dr. Jairinho é apontado por moradores como líder de milícia na Zona Oeste da capital fluminense.

A direita nazifascista e bolsonarista procura se apresentar para a sociedade como “defensora da moral e dos bons costumes”, defensora “da família, das tradições e da religião”. Um dos principais motes é a ênfase na “honestidade” em contraposição à corrupção. O tom moralista é uma das marcas da política hipócrita da direita, conforme se viu durante as articulações para o golpe de Estado de 2016. Na época, todos os maiores vigaristas, ladrões e bandidos políticos eram militantes “anticorrupção” e acusavam seus adversários, no caso o Partido dos Trabalhadores (PT), de “corruptos”. Com a queda de Dilma Rousseff (PT), os governos Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (ex-PSL, sem partido) mostraram ao País que a corrupção é na realidade marca registrada da direita.

Em seu conjunto, a direita tem as mesmas concepções políticas e comportamentos. São diversos os casos de “defensores da família” do bolsonarismo que assassinaram aqueles que juram defender. A cantora gospel, pastora evangélica e deputada federal Flordelis (PSD-RJ) também se apresentava como uma ardorosa defensora da família e do casamento e próxima do presidente Jair Bolsonaro. No entanto, ela é acusada de ser mandante no assassinato do próprio marido.

O bispo Edir Macedo, líder e proprietário da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), dizia para seus fiéis nos cultos para não se preocuparem com a pandemia do coronavírus. A pandemia seria uma “tática de Satanás” e a imprensa noticiava somente para causar desespero na população. Contudo, ele e sua esposa viajaram para a cidade de Miami, localizada nos Estados Unidos, e receberam dose única do imunizante. O bispo é um destacado apoiador de Jair Bolsonaro, considerado pelo religioso como um “eleito por Deus” para a presidência da República.

Os bolsonaristas e demais elementos da extrema-direita são reconhecidos pela preocupação com a “vida” ameaçada pelo direito democrático de aborto. Para eles, a vida é “sagrada” e deve-se impedir que as mulheres tenham direito ao aborto, inclusive com aprovação de leis que transformem o estuprador em pai e impeçam que as mulheres possam interromper a gestação em qualquer ocasião, mesmo em casos de anencefalia e risco de morte para a gestante. Não obstante, são os primeiros a dizer “bandido bom é bandido morto”, apoiar a violência policial e extermínio da população pobre nas periferias, esbravejar contra programas sociais e chamá-los de assistencialismo dos governos petistas. Isto é, a preocupação com a vida não passa de um bordão moralista e hipócrita.

O coronel Jairo, pai do Dr. Jairinho, ex-deputado estadual pelo partido Solidariedade e coronel aposentado da Polícia Militar do Rio de Janeiro, também apoiador de Jair Bolsonaro e próximo de seu filho Flávio Bolsonaro, atual senador pelo Republicanos, é envolvido com milícias que atuam nas periferias da capital fluminense. Apesar dos crimes que cometeu, jamais foi condenado.

São inúmeros os casos de bolsonaristas “defensores da família, da moral e dos bons costumes” envolvidos com grupos de extermínio e esquadrões da morte nas periferias das capitais brasileiras.

No primeiro ano do governo Bolsonaro, 39 quilos de cocaína foram encontrados em um avião da Força Aérea Brasileira em viagem da comitiva presidencial à Espanha. O ocorrido gerou um escândalo internacional. O irônico é que Jair Bolsonaro, cujo avião transportava grande quantidade de cocaína, sempre foi um propagandista da política de “bandido bom é bandido morto” e de mão dura contra as drogas. Nenhum bolsonarista pediu mão dura contra o presidente e sua comitiva, mas se um jovem pobre é pego com 5g de maconha, eles pedem seu envio imediato às prisões para padecer no inferno.

O caso Henry é um retrato do que é a direita brasileira. São fascistas, apoiadores do extermínio da população pobre e seu trancafiamento nos campos de concentração disfarçados de prisões, espancadores de crianças, supremacistas brancos, assassinos e promotores do genocídio. O moralismo de tipo religioso é um disfarce com o qual a direita busca se aproveitar dos preconceitos religiosos e da ignorância da população para manter seu domínio.

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A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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