Interior de SP
O caso de Botucatu demonstra que a Polícia não serve para proteger a população. A cidade está militarizada, em uma tentativa da PM de esconder seu fracasso
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Enfrentamento nas ruas de Botucatu | Reprodução: 30.jul.2020 / CNN

O episódio do assalto em Botucatu (SP), ocorrido na madrugada desta quinta-feira (30), é ilustrativo da finalidade das instituições repressivas do Estado, em especial da Polícia Militar. Três agências bancárias foram explodidas por um grupo organizado, que portava fuzis, dinamites, coletes à prova de balas e dominava técnicas de combate armado. É importante destacar que estes equipamentos são controlados e de uso restrito das forças de repressão.

Para ter acesso a esses equipamentos, os criminosos deveriam ter algum meio de contrabando no interior das forças repressivas. Isto é, a própria polícia e as Forças Armadas, corruptas até a medula, abastecem estes grupos.  A imprensa notificou que um dos criminosos foi baleado e levado para o hospital, porém não resistiu e faleceu no caminho. Cabe o questionamento sobre se polícia o assassinou dentro da viatura para impedir que fossem reveladas as ligações entre o grupo e os policiais militares.

A cidade de Botucatu está em uma espécie de estado de sítio, praticamente militarizada. Há rondas policiais pelos bairros e os moradores foram orientados a não sair de suas casas. O que demonstra que a Polícia procura enrolar, criar uma situação fantástica para ser exibida pela imprensa, passar uma imagem de poder e organização. Contudo, o que se evidencia é que trata-se de uma manobra para esconder o seu próprio fracasso.

A extrema-direita que controla a polícia difunde a ideologia que ela serve para proteger a sociedade. Claro que não é dito que, por “sociedade”, entende-se a burguesia e as classes médias, classes minoritárias e privilegiadas. A ideia de que a polícia serve para garantir a segurança não passa de uma ideologia direitista, que tem por objetivo ocultar sua verdadeira natureza. No episódio de Botucatu, como em diversos outros, fica claro que não há qualquer treinamento para proteger ninguém.

A polícia é uma instituição fascista e seu único e verdadeiro objetivo é, pelo uso da força e do terror, realizar a manutenção dos privilégios dos exploradores e opressores. Ela é uma máquina de guerra direcionada contra as classes exploradas, em particular a classe operária. São muito conhecidas as ações cotidianas nos bairros operários e periferias urbanas, onde acontecem violações de direitos, tortura, assassinatos e todos os tipos de crimes cometidos pelos policiais contra a população pobre.

Os policiais não treinam para proteger, mas sim – conscientemente ou não – para exercer o controle social direto sobre a população pobre, mantê-la nas rédeas e forçar a aceitação da pobreza e da miséria, de uma vida sem qualquer perspectiva.

A única forma de garantir a segurança coletiva é com o armamento do povo e a organização de milícias populares nos bairros, fábricas, sindicatos. A polícia deve ser imediatamente dissolvida, uma vez que é um instrumento essencial da dominação da burguesia sobre o conjunto da população.

 

 

 

 

 

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