Casamento da família real é peça chave no xadrez contra Jeremy Corbyn

royal-marines-prince-harry-doe

Recentemente, ocorreu o casamento entre o príncipe nazista Harry e atriz negra norte-americana Meghan Markle, que foi divulgado pela imprensa como se fosse a Copa do Mundo.

Porém, o que as pessoas não se deram conta é que o casamento da monarquia (uma coisa retrógrada da idade média) tem um motivo político, como sempre ocorreu na história. Os casamentos reais sempre ocorreram por motivos políticos. Ou seja, por detrás da história criada pela imprensa imperialista, existe todo um interesse entre Harry a atriz norte-americana, negra.

O negócio foi explicitamente demagógico, para esconder, de fato, a monstruosidade da família real. Uma parte da esquerda acreditou no conto de fadas da atriz “feminista, esquerdista e negra” com um dos setores mais retrógradas e parasitários que é a realeza inglesa.

Estão procurando dar um ar de modernidade à realeza. Ideologicamente, a família é de extrema-direita, e sempre patrocinou os conservadores que assumiam para primeiro-ministro, e sempre esmagou as revoltas de suas colonias. Isso já foi denunciado por esse jornal.

Entretanto, o que se deve levar em consideração para a realização desse casamento é um fator que está preocupando as classes dominantes inglesas: Jeremy Corbyn, o líder do Partido Trabalhista inglês que está crescendo exponencialmente no país. Um candidato radical, ligado à juventude, aos setores progressistas e à classe operária.

Ele está cotado para ganhar as próximas eleições, que serão realizadas assim que o governo conservador cair, que pode acontecer a qualquer momento. Na Inglaterra, a rainha escolhe um deputado das câmaras dos comuns, que possa assumir uma maioria, para primeiro-ministro. A longa tradição diz que ela escolheria o líder do partido majoritário…

Entretanto, é possível dar um golpe com o poder a ela conferido, isto é, a câmara eleger Corbyn e ela nomear um outro candidato. Outro poder que ela tem é o de dissolver o parlamento, como fez na Austrália recentemente. Além disso, um dos poderes pode convocar uma intervenção militar, que na prática detém o poder das forças armadas. E a intervenção militar já é algo discutido pela burguesia.

Todavia, para realizar isso, é preciso que seu capital político esteja alto. Caso contrário, seria uma monarquia fragilizada passando por cima da vontade popular. Por isso, é necessário manter o poder real estável. A campanha política da família real tem como objetivo barrar a ascensão de Corbyn no poder.