“Casal -20” lidera perseguição à Lula e abandono da Constituição no STF

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O judiciário, poder mais controlado pelo imperialismo na República por não ter nenhum juiz ou ministro eleito, prossegue como o mais atuante no golpe de estado contra as liberdades democráticas. Para o período que se aproxima, a missão que lhe foi atribuída pela burguesia imperialista é manter Lula na cadeia custe e impedir sua candidatura presidencial o que custar, inclusive, o complete desrespeito à Constituição Federal.

A ministra Carmen Lúcia, atual presidenta do Supremo Tribunal Federal (STF), será reintegrada á Segunda Turma da Corte em menos de três meses. Quem começará a presidir o STF será o ministro Dias Toffoli, que permanecerá nessa função pelos próximos dois anos.

Na dinâmica política dos julgamentos do STF, essa alteração na formação da Corte configura um grande arranjo para que Lula continue trancafiado na masmorra do juiz federal Sérgio Moro, em Curitiba. Historicamente, Cármen Lúcia e o ministro Edson Fachin votam juntos em 87,5% dos casos julgados pelos ministros da Segunda Turma, um verdadeiro conluio contra os interesses progressistas, na Suprema Corte.

Essa alternância de poder no STF, interpretada conjuntamente com o fato de Fachin adiar o julgamento de Lula, caracteriza uma gigantesca manobra jurídica para que Lula continue preso, posto que Lúcia é um voto praticamente garantido para Fachin prosseguir a farsa da prisão de Lula.

Essa versão trágica do “casal 20”, Fachin e Lúcia, está seguindo no STF todas as recomendações do imperialismo norte americano. Essa chancela pode ser estendida para quase todos os ministros, contudo, essa “harmonia ideológica” desses ministros via de regra contra as liberdades democráticas, deve ser publicamente repudiada pelas entidades de classe e partidos políticos de esquerda.

Nesses termos, não se pode ter nenhuma confiança no judiciário, que está aí para atacar os direitos populares e responder positivamente apenas aos interesses do imperialismo. Para se pensar em uma democratização do judiciário, seus membros devem ser eleitos pela população e não por fraudulentos concursos, pra assim termos chances de combates aberrações jurídicas tão escancaradas quanto essa do “casal 20” do STF.