Demagogia
Propaganda da imprensa burguesa e política identitária contribuem para a “nova” imagem do monopólio francês
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carrefour
Empresa tem o currículo um ficha corrida de violência contra os negros | Foto: Sir Velpertex di Crantx/Wikipedia

A imprensa capitalista nos últimos dias busca impulsionar uma campanha de que o monopólio francês Carrefour tornou-se antiracista. Marcado por vários casos de racismo e violência contra os negros, o mais recente a morte do trabalhador João Alberto, espancado por seguranças em uma loja da rede em Porto Alegre no dia 19 de novembro, a empresa passou a adotar medidas demagógicas na tentativa de se apresentar como sendo defensora da chamada “diversidade racial”.

No final do mês passado, por exemplo, a direção da empresa anunciou que iria criar um Comitê de Diversidade e Inclusão. Para garantir a “representatividade” dos negros, integraria o comitê intelectuais da ala identitária do movimento negro, como o filósofo Silvio Almeida.

A rede de mercados anunciou um fundo de R$ 25 milhões para ser investido nas chamadas políticas de conscientização contra o racismo, além da contratação de trabalhadores negros. Outra medida foi o fim da terceirização dos serviços de segurança, ou seja, agora os bate-paus serão contratados diretamente pelo Carrefour.

Trata-se da mais pura demagogia. Obviamente os jornais burgueses, ou seja, os porta-vozes dos donos do supermercado, uma empresa imperialista, não perdem tempo em propagandear tais medidas como se elas realmente fossem por um fim no racismo, mais ainda, na violência contra os negros. O Carrefour de protótipo do racismo passou, do dia para a noite, para o exemplo de antiracismo

De acordo com essa proposta, os empresários buscam vender a ilusão de que será possível ensinar boas maneiras aos seguranças da loja, todos eles provenientes da Polícia Militar, uma instituição abertamente fascista. Nada poderia ser mais falso.

Contribui para isto é claro, a conduta do setor mais pequeno-burguês do movimento negro e da esquerda, o identitarismo. Este consiste em uma política de colaboração com imperialismo na medida em que não ataca as raízes da opressão dos negros, mas desvia o foco do problema para elementos secundários, subjetivos e abstratos como a “afirmação da identidade”, a “representatividade”, a “conscientização”, etc.

A participação dos elementos identitários no Comitê criado e controlado pelos próprios capitalistas é uma demonstração da política de compromisso deste setor com o imperialismo. No final das contas, é uma tentativa de canalizar a revolta e as mobilizações geradas após a morte brutal de João Alberto para um acordo de caráter demagógico com os patrões, donos da empresa.

É preciso que os setores mais combativos do movimento negro rejeitem completamente esta política e impulsionem uma mobilização real, nas ruas, à favor das reivindicações concretas dos negros. É preciso levantar as exigências democráticas dos negros como o fim da Polícia Militar, a Libertação de todos os presos, entre outras.

É necessário também colocar na ordem do dia a luta pela derrubada do regime golpista, ou seja, o Fora Bolsonaro e todos os golpistas. Somente com a derrota do golpe de Estado é que se poderá avançar na conquista dos direitos dos negros, do contrário, será apenas demagogia e derrota não apenas para os negros, mas para a classe trabalhadora como um todo.

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