Demissões no Grupo Carrefour
Enquanto promove ações de gestão de imagem para evitar o julgamento da opinião pública, o Grupo Carrefour demite e terceiriza atividades no banco Carrefour.
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Por Filipe Castilhos/Sul21
Pessoa contando dinheiro | Foto: Filipe Castilhos

O Grupo Carrefour é famoso por seu tamanho e pelas polêmicas em que se envolve. Racismo, crueldade com animais, lojas abertas e funcionando com um cidadão morto em suas dependências, assassinato de um cidadão negro por terceirizados com a conivência e estímulo de um funcionário do Carrefour, são apenas alguns dos inúmeros casos que ocorrem rotineiramente nas dependências das lojas do grupo.

Em 04 de dezembro, ainda dentro do conjunto de ações que tentam reabilitar a imagem do grupo após o assassinato a sangue-frio de João Alberto Silveira Freitas, o grupo anunciou fim da terceirização da equipe de segurança. A partir de 14 de dezembro, os terceirizados seriam substituídos por uma equipe própria e treinada pela empresa. O piloto da iniciativa irá, simbolicamente, começar pela unidade do bairro Passo d’Areia, Porto Alegre, palco do assassinato no dia 19 de novembro.

Enquanto promove ações de gestão de imagem para evitar o julgamento da opinião pública, o Grupo Carrefour demite e terceiriza atividades em outro braço de sua operação, o banco Carrefour. O banco Carrefour existe desde 2007 e atua  no financiamento do crédito ao consumo, proporcionando ao Carrefour Brasil controle sobre os serviços financeiros necessários a sua atividade, a empresa detém controle acionário do empreendimento (51% das ações) e atua em sociedade com o grupo Itaú no negócio.

Durante a crise econômica atual, acentuada pela crise da saúde causada pela pandemia de COVID-19, o banco reduziu seus quadros, automatizou processos e atendimentos e quando percebeu que o pessoal restante não era suficiente, contratou terceirizados para atender clientes. Mesmo com a incapacidade da equipe reduzida em atender as demandas do trabalho, o grupo Carrefour segue com as demissões no banco e terceirização do negócio.

Em março deste ano, os principais bancos privados do país (Bradesco, Itaú e Santander) se comprometeram em não demitir funcionários. Promessa nunca cumprida. Cada vez mais bancários perdem seus empregos e ficam expostos e desamparados em tempos tão difíceis.

O grupo Carrefour não é diferente, enquanto usa ações demagógicas para limpar sua imagem, cria comitês de diversidade, mostra que não tem nenhuma solidariedade com os seres humanos que produzem seu lucro.

Não existe nenhuma empatia e solidariedade nas empresas capitalistas, não existem ações de reparação possíveis para os efeitos nefastos das ações desses grupos contra os trabalhadores. Enquanto a população morre e empobrece os lucros de grupos como o Carrefour estão protegidos e engordando, ao custo de vidas humanas e subsídios estatais. A única saída é a organização popular. Devemos tomar as ruas contra as agressões diárias que a classe trabalhadora sofre.

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