Aqui não se fala mal do futebol brasileiro

Atleta perseguida e censurada

Carol Solberg revela receio de ataques da extrema-direita

Orgãos do governo Bolsonaro censuram e perseguem a atleta do volêi de praia Carol Solberg

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Carol Solberg em competição – Foto: Ailura

Após a disputa pela medalha de bronze na primeira etapa da temporada do Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia, no dia 20/09/2020, a atleta Carol Solberg, refletindo a indignação da maior parte da população brasileira, grita “Fora Bolsonaro!” durante transmissão da SporTV.

De lá para cá a vida da atleta transformou-se num inferno de censura e perseguições, promovidas tanto pelo governo fascista de Bolsonaro como pela imprensa golpista. À época, A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) divulgou nota criticando a atitude da atleta, afirmando que “Em nada condiz com a atitude ética que os atletas devem sempre zelar. Aproveitamos ainda para demonstrar toda nossa tristeza e insatisfação”, logo depois abriu processo contra a atleta e a 1ª Comissão Disciplinar da entidade aplicou uma advertência à atleta, numa atitude clara de censura e perseguição política. A atleta foi ainda acusada de prejudicar intencionalmente a imagem da CBV e patrocinadores.

Segunda, 16/11, o Tribunal Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) absolveu a atleta, por cinco votos a quatro e derrubou a advertência aplicada em primeira instância.

Mesmo assim, a atleta declarou, em entrevista concedida esta semana, que ainda sofre muitas perseguições e ataques, temendo, inclusive, andar nas ruas.

A atleta relata que andava nas ruas “com olhos nas costas” e “ligada”, afinal “esse é um governo que apoia que as pessoas estejam armadas e luta por isso. Isso tudo me deu um medo real e me senti exposta”. Carol ainda teve sua rotina completamente impactada pelos ataques virtuais e censuras que recebeu, evitou praias e ambientes abertos e passou a treinar num clube fechado (o que prejudica sua preparação para competições).

Carol Solberg já diminuiu algumas de suas medidas de segurança, mas não se sente completamente segura após seu desabafo contra o governo genocida de Jair Messias Bolsonaro. Vale ressaltar que o episódio não foi um desabafo pontual, a jogadora continua a se manifestar contra o governo em diversas ocasiões. Citando palavras dela sobre os eventos do dia 20/09:

“Temos um governo que trata as minorias sem qualquer política pública. O nosso presidente faz apologia a torturadores. Juntou tudo. Parecia-me muito estranho eu estar ali feliz, enquanto tantas pessoas estavam sofrendo, com o Pantanal em chamas, a Amazônia com recordes de incêndios. Ao longo de toda a competição, esse sentimento estava muito forte em mim. Na hora em que estava dando a entrevista, me veio um grito totalmente espontâneo de indignação e por tudo o que estamos vivendo.”

A acusação na comissão disciplinar que advertiu Carol Solberg foi baseada em dois artigos do Código Brasileiro de Justiça Desportiva: 191 (deixar de cumprir o regulamento da competição) e 258 (assumir qualquer conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva não tipificada pelas demais regras do código). A comissão que condenou a atleta considerou que o regulamento da competição previa o comprometimento do atleta em “não divulgar, através dos meios de comunicação, sua opinião pessoal ou informação que reflita críticas” contra Confederação Brasileira de Vôlei ou parceiros e com base nisso a condenou.

Numa clara demonstração de como a justiça burguesa não age contra os interesses de quem está no poder, essa censura medieval é mais umas das diversas perseguições impostas a atleta que decidiu verbalizar em rede nacional sua indignação com o governo criminoso que tomou conta do país.

O que Carol Solberg sofre é fruto do modus operandi comum dos fascistas no poder, que perseguem e silenciam os opositores, negam ao povo a liberdade de expressar suas opiniões. É primordial a organização da autodefesa da classe trabalhadora! A saída contra censura e perseguição é a organização em torno do Fora Bolsonaro!

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