Perseguição bolsonarista
A atleta Carol Solberg foi inocentada pelo STJD numa apertada votação virtual de 5×4. No entanto, a política de censura da esquerda nos esportes continua.
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A jogadora de vôlei de praia Carol Solberg. | Foto: Reprodução.

No último dia 16, a jogadora de vôlei de praia Carol Solberg foi inocentada no Supremo Tribunal de Justiça Desportiva, o STJD. O caso da jogadora ficou muito famoso meses atrás, quando Solberg foi perseguida pela direita por gritar ao vivo pela televisão aquilo que está nas mentes dos trabalhadores brasileiros: “Fora Bolsonaro”.

Em meados de setembro deste ano, Carol Solberg estava sendo entrevistada pelo canal SporTV, da golpista Globo, depois de uma partida do Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia. No meio da entrevista, que estava sendo transmitida ao vivo, a jogadora deu vazão ao desejo popular e gritou “Fora Bolsonaro”. O protesto causou grande mal estar no interior da globo, que alguns por algum motivo inexplicável acreditam ser inimiga de morte de Bolsonaro. 

No entanto, a globo não foi a única a repudiar a atitude de Solberg. Além da campanha generalizada da imprensa, a atleta também foi perseguida pela própria Confederação Brasileira de Vôlei, a CBV. Logo após o acontecimento, a CBV publicou uma nota de repúdio a sua manifestação pelo “Fora Bolsonaro”. Chama atenção a ridícula posição bolsonarista da CBV, que não moveu uma palha contra atletas que inclusive fizeram campanha por Bolsonaro nas eleições de 2018, como os jogadores da seleção masculina de Vôlei Wallace e Maurício.

A perseguição política a Solberg se refletiu em uma perseguição jurídica/administrativa que ultrapassou a CBV. Solberg foi denunciada pela procuradoria do STJD pelo ‘crime’ de se manifestar politicamente. A atleta foi enquadrada em dois artigos do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, o CBJD, com penas que poderiam chegar até a soma de R$ 100.000,00! Não foi possível ocultar que a perseguição a Solberg se deu através do gigantesco patrocínio que a CBV recebe do Banco do Brasil, este fato apareceu até na grande imprensa capitalista.

Toda esta perseguição foi acompanhada por uma ampla campanha de denúncia neste Diário e outros veículos da esquerda nacional. Agora, passado o primeiro turno das eleições municipais, que resultaram em uma vitória política do “centrão” e uma derrota tanto da esquerda quanto do bolsonarismo, Carol Solberg foi finalmente inocentada em um placar apertado de 5 votos contra 4 em um julgamento virtual. O sítio UOL, ligado à Folha dá maiores informações sobre este julgamento.

A mera leitura da manchete daria a impressão de que se trata de uma grande vitória popular contra a extrema-direita representada pelo presidente Jair Bolsonaro. Embora seja preciso defender a atleta contra a perseguição bolsonarista, vemos na matéria do UOL que o julgamento teve direito à leitura de um artigo do apresentador global Tiago Leifert. Todos os auditores que participaram da votação, que seriam o equivalente aos juízes do STJD, ressaltaram que Solberg estava errada em se manifestar politicamente. O auditor Vantuil Gonçalves Junior por exemplo, que votou por uma advertência à Solberg, leu um texto de Leifert para justificar o seu voto: “Quando política e esporte se misturam dá ruim. A gente precisa respirar. Você liga no basquete, no vôlei, no futebol para ter umas duas horas de paixão, suspense, humor”.

Os auditores foram unânimes em condenar a manifestação política de Solberg, afinal, como estabeleceu a globo através da voz de Leifert, é preciso que o esporte seja uma atividade completamente despolitizada. Obviamente que a censura e a despolitização só favorecem a direita. Diante da enrascada da condenação da atleta, um caso de censura que repercutiu muito mal, a direita acabou inocentando Solberg, sem no entanto marcar posição no que diz respeito ao cerceamento ao direito de expressão dos atletas, principalmente quando se tratam de posições populares e de esquerda. O fato de Carol Solberg ter sido inocentada pode ser comemorado, mas é preciso lutar para que os atletas, e afinal todo o povo brasileiro tenham total liberdade de expressão política.

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