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Em todos os lugares
Carnaval é tomado pelo Fora Bolsonaro
A dificuldade da burguesia em conter essa indignação, com toda a brutal repressão exercida no carnaval, mostra justamente que as condições para a evolução do movimento estão dadas
Fora Bolsonaro em Salvador
Em todos os lugares
Carnaval é tomado pelo Fora Bolsonaro
A dificuldade da burguesia em conter essa indignação, com toda a brutal repressão exercida no carnaval, mostra justamente que as condições para a evolução do movimento estão dadas
Faixa Fora Bolsonaro tem destaque no carnaval em Salvador: extraído de transmissão da Band
Fora Bolsonaro em Salvador
Faixa Fora Bolsonaro tem destaque no carnaval em Salvador: extraído de transmissão da Band

O “Fora Bolsonaro!” dominou o carnaval 2020! Seja nos maiores desfiles, Rio de Janeiro e São Paulo. Seja nos blocos de rua. Seja nos trios elétricos. O repúdio ao governo golpista e a reivindicação de sua saída imediata apareceu em todos os tipos de carnaval de norte a sul do país.

Nem a imprensa golpista, como a Globo (que tem o monopólio da transmissão do carnaval do Rio de Janeiro e de São Paulo), conseguiram esconder a intensidade da indignação popular, que chegou a aparecer em diversas transmissões ao vivo, para o constrangimento dos repórteres da imprensa burguesa. Escolas de samba, gritos nos blocos de rua, arquibancadas, trios elétricos, faixas, cartazes, adesivos, cartazes, carros alegóricos, fantasias. Os exemplos são tão vastos que dão uma ideia de como a indignação expressiva e espontânea do ano passado, aparece em 2020 já como uma campanha, com forma mais clara e alcance ainda maior.

No entanto, essa campanha teve um desenvolvimento que é preciso destacar. O carnaval de 2019 foi marcado pelos gritos de “Ei, Bolsonaro! Vai tomar no c…!” e manifestações espontâneas, que denunciavam a farsa que foi a eleição de 2018 e o golpe de Estado. Naquela época, junto com a indignação contra Bolsonaro e os golpistas, também aparecia o apoio massivo ao ex-presidente Lula e à campanha pela sua liberdade. Essa campanha de rua, somada à greve nacional da Educação, chamada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), resultou numa crise de falência do governo Bolsonaro, que necessitou da intervenção de Toffoli (presidente do Supremo Tribunal Federal – STF), dos militares e de outros poderes para darem suporte a um governo prestes a cair.

Assim, a medida em que o governo aprofundou seus ataques contra o povo, as manifestações cresceram e intensificarem-se. Somadas ao levante popular em vários países latino-americanos, a pressão gerada no Brasil chegou ao ponto dos golpistas terem que recuar e soltarem Lula no final do ano passado. Essa vitória parcial abriu caminho para a reorganização do movimento da luta contra o golpe, que como sua principal campanha de 2020 chamou todos os militantes, ativistas e a população em geral para a campanha pelo fora Bolsonaro e todos os golpistas, a principal deste ano.

A soma da luta contra a direita com a maior festa popular do país – evento em que o povo toma as ruas por todo o país e faz ouvir suas reivindicações, inquietações e anseios da forma irreverente e criativa características do povo brasileiro – resultou num componente explosivo da situação política atual: uma campanha de massas e uma política correta para enfrentar a burguesia! Esse é o único caminho pelo qual a luta dos trabalhadores pode progredir. Mais, a dificuldade da burguesia em conter essa indignação, com toda a brutal repressão exercida no carnaval, mostra justamente que as condições para a evolução do movimento estão dadas.