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Em matéria publicada na última segunda (12), o jornal norte-americano The New York Times destaca o “tom anti-establishment” do desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro. Para o jornal, provavelmente o prefeito do Rio, Marcelo Crivella (PRB), o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) e o presidente golpista Michel Temer (PMDB/SP) não estariam “vendo muita graça nos desfiles coloridos do carnaval do Rio de Janeiro”.

A matéria pontua as críticas populares a Crivella e o carro alegórico da Mangueira que trouxe um boneco do prefeito e a mensagem: “Prefeito, pecado é não brincar o carnaval”. O desfile da Escola de samba Paraíso do Tuiuti, porém, teve especial cobertura do jornal norte-americano que o descreveu em detalhes:

A Paraíso do Tuiuti mostrou patos de plástico manipulados como marionetes, em uma referência a um pato de plástico gigante usado pelos brasileiros conservadores para se queixar dos altos impostos do país em manifestações que ganharam destaque há dois anos. Os protestos de rua pressionaram pelo impeachment da então presidente Dilma Rousseff. Um carro alegórico da escola também trouxe um vampiro vestindo a faixa presidencial com várias notas falsas de dólares.

Há dois anos, uma poderosa organização de lobby industrial usou um pato de plástico gigante em grandes manifestações para militar pelo impeachment da ex-presidente Dilma.

A escola foi destaque de público, mas foi boicotada pela Rede Globo, que não comentou os carros alegóricos e cortou o áudio no compacto do desfile, omitindo ainda o presidente vampiro.

O enredo da Paraíso do Tuiuti intitulado Meu Deus, está extinta a escravidão ?, trazia fortes críticas políticas – incluindo à reforma trabalhista implementada pelos golpistas em 2017 –, e levou a escola ao vice-campeonato do Grupo Principal das escolas de samba do Rio de Janeiro, em apuração ocorrida na tarde desta quarta (14).

Como legítima festa de expressão popular, assim com o futebol, o carnaval brasileiro em todas as suas formas é um poderoso agente de mobilização. Não vem ao acaso o corte de verbas às escolas de samba promovido por Crivella, ou a ausência total de autoridades golpistas nos camarotes do desfile.

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