Massacre do Carandiru
Bolsonaro quer perdoar assassinos do massacre do Carandiru
Presidente golpista quer perdoar todos os agentes do Estado envolvidos em execuções e massacres
Massacre do Carandiru
Bolsonaro quer perdoar assassinos do massacre do Carandiru
Presidente golpista quer perdoar todos os agentes do Estado envolvidos em execuções e massacres
Polícia assassina
Polícia assassina

No último dia 31/08, o presidente golpista Jair Bolsonaro prometeu que concederia o indulto a todos os policiais que participaram do massacre do Carandiru. Bolsonaro disse, ainda, que também iria conceder o perdão oficial aos envolvidos no massacre do Eldorado dos Carajás e no caso do sequestro do ônibus 147, no Rio de Janeiro.

Além desses casos, Bolsonaro deve conceder o perdão para outras centenas de policiais envolvidos em chacinas, assassinatos, execuções, enfim, perdoar os crimes macabros de todos os agentes da repressão do Estado.

No caso do massacre do Carandiru, ocorrido em São Paulo em outubro de 1992, até hoje não se sabe quantas pessoas foram sumariamente executadas pelas polícias envolvidas na ação, mas certamente foram centenas. Foi uma ação deliberada pelo governo do estado de São Paulo para promover um dos maiores banhos de sangue já vistos em uma casa de detenção. 

Essa ação foi criticada pelos mais variados órgãos, tanto nacionais quanto internacionais. Até hoje é um marco de como a polícia funciona no Brasil, executando pobres, negros e trabalhadores. 

Bolsonaro busca, com esse perdão, ampliar sua popularidade nos meios militares, entre policiais e integrantes das Forças Armadas Brasileiras. Por outro lado, aumenta sua rejeição entre as camadas populares brasileiras, as vítimas da ação repressiva do Estado.

Esse perdão deve ser traduzido também como carta branca para os policiais que estão em ação neste momento. É uma promessa de que, caso eles cometam algum massacre, alguma execução sumária, serão absolvidos, serão perdoados pelo Estado.

A medida de Bolsonaro é mais uma declaração de guerra contra o povo, especialmente contra o povo pobre e negro, que precisa se mobilizar para, em primeiro lugar, derrubar Bolsonaro, nas ruas. Derrubar o mandante das operações e lutar pela liberdade de Lula.
Passo fundamental dessa ação é participar da manifestação em Curitiba, no próximo dia 14 de setembro, em mais uma atividade que marca a retomada da luta contra o golpe de Estado, contra a direita golpista, contra os assassinos do povo.