Capitão do mato, Fernando Holiday justifica morte de Marielle Franco: ela era “extremista”

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Junto com os integrantes da gangue direitista, que se se elegeu por contas das eleições fraudulentas de outubro passado,  está o vereador paulistano e capitão-do-mato, Fernando Holiday (DEM), que é assim conhecido em virtude da sua “luta” contra todos os direitos da população negra. Também por isso é chamado de “negro de alma branca”.

Não é de se espantar que Holiday tenha atacado Marielle Franco, ex-vereadora do PSOL, assassinada, como agora ficou mais claro, por integrantes das forças de repressão do Estado do Rio de Janeiro e das milícias cariocas (filiado ao mesmo partido do vereador direitista), cirurgicamente organizadas para atuar em todo Rio de Janeiro, dentro ou fora da lei.

Holiday, negro contratado pela extrema direita, afirmou, em rede social, que a atuação de Marielle “é uma lenda criada pela mídia”, e que ela “foi uma vereadora extremista que defendia ideais perturbadores”. Disse isso durante uma discussão para que fosse criada uma praça com o nome de Marielle, proposta contra a qual Holiday se colocou.

O vereador, nesse sentido, é um dos defensores das milícias, as mesmas que executaram Marielle. A posição dele é exatamente a mesma de todos os golpistas que, na verdade, estão comemorando a morte de Marielle e de outros jovens negros e pobres assassinados pela polícia.

Holiday, dessa forma, merece a mais dura crítica do movimento negro organizado. É um capitão do mato que precisa ser colocado no seu lugar.

A luta contra Holiday e suas posições é parte da luta contra o golpe de Estado e, mais ainda, da luta contra o racismo.