Derrocada do capitalismo.
Crise econômica coloca de joelhos os setores produtivos da economia. Ótima oportunidade para o capital especulativo!
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Imperialismo
Depositphotos. |

Em momentos de crise fica mais claro o embate que há entre as classes sociais. Com a derrocada do sistema capitalista e a crise dos setores produtivos da economia, o setor financista aproveita a oportunidade de baixa no preço das ações para concentrar o capital em empresas menores. Com esse movimento, os bancos e fundos de investimento, que já controlam uma grande fatia das empresas, passa a exercer um poder ainda maior. Não apenas em relação aos lucros, mas também em relação a contratação, demissão e salários dos funcionários.

Um dos casos mais emblemáticos refere-se ao setor da construção civil. Segundo a CVM (Comissão de Valores Mobiliários), a ATMOS aumentou a sua participação acionária na empresa MRV (construtora com sede em Belo Horizonte) de 4,6% para 10%. Isso significa que há uma perspectiva do capital monopolista em dominar as empresas menores em um cenário de crise. Outro exemplo refere-se a participação de capital da gestora Dynamo na empresa Natura. A participação da gestora aumentou para mais de 5%, demonstrando assim o empenho do setor financeiro em controlar o setor produtivo da economia nacional.

Com a redução das taxas dos títulos públicos federais, o mercado financeiro aposta na concentração do capital em torno das empresas menores. Aí está a resposta para os setores que propõem que o governo destine dinheiro para os capitalistas. Caso isso ocorra, ao invés de garantir os empregos e renda da classe trabalhadora, os capitalistas irão destinar este dinheiro para a bolsa de valores, aumentando assim a concentração de renda. Essa política faz sentido vindo do governo Bolsonaro, mas é totalmente suicidada quando parte dos setores da esquerda.

As respostas apresentadas pela equipe econômica do governo brasileiro, mostram-se totalmente ineficazes. Com as reformas iniciadas no governo Temer, e conduzidas de forma mais efetiva no governo Bolsonaro, todo o ônus da crise foi colocado nos setores mais frágeis da população nacional. O principal propósito dessa medida é garantir que o capital especulativo consiga um respiro diante da fragilidade do sistema capitalista, o qual não conseguiu se recuperar desde a crise de 2008.

Não há saída para a classe trabalhadora no governo Bolsonaro diante de uma crise tão profunda. A pandemia de coronavírus deixou claro que não podemos confiar nos governos burgueses para responder a crise financeira e epidemiológica. Não há solução em nenhum tipo de aliança com os golpistas, nem é razoável esperar qualquer tipo de solução do governo ilegítimo de Bolsonaro. É preciso uma mobilização dos trabalhadores da cidade e do campo para exigir o fim do governo Bolsonaro e estatização de todo o sistema financeiro.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas