Luta de Classes
Enquanto as classes dominantes pressionam pelos seus privilégios os trabalhadores sofrem com a política de morte levada adiante por golpistas siameses como Bolsonaro e João Dória
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Polícia Militar gaúcha escolta as poucas doses da vacina do Butantan-Sinovac destinadas ao RS. | Foto: Grégori Bertó/SSP-RS
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Polícia Militar gaúcha escolta as poucas doses da vacina do Butantan-Sinovac destinadas ao RS. | Foto: Grégori Bertó/SSP-RS

Os monopólios da indústria farmacêutica internacional se preparam para o maior resultado financeiro da sua história. Diante da necessidade de produção em massa de doses de vacinas contra o coronavírus inúmeros laboratórios, públicos e particulares, se digladiam ao mesmo tempo em que fazem acordos bilionários ao redor do globo pelo controle absoluto do serviço imunobiológico.

Está explícito que a vacinação é um grande negócio para os capitalistas que, ainda no começo da pandemia, já adquiriram ações em larga escala nas bolsas de valores junto dos maiores conglomerados farmacêuticos existentes.

A burguesia então enquanto classe iniciou uma imensa campanha política com o objetivo de pressionar os órgãos governamentais de controle sanitário para que estes liberem a produção e a comercialização privada das vacinas já patenteadas e em estágio de testes mais avançado transformando a vacinação em uma grande corrida para “furar a fila da imunização” e garantir o lucro rápido das companhias.

Enquanto as classes dominantes pressionam pelos seus privilégios – são inúmeros os casos de bilionários que se isolaram em ilhas particulares e outros que ao serem contaminados utilizaram seus jatinhos particulares equipados com UTIs para se transportarem aos melhores centros hospitalares – os trabalhadores sofrem com a política de morte levada adiante por golpistas siameses como Jair Bolsonaro e João Dória.

Num verdadeiro atestado de incompetência estes “gestores” do capital sequer conseguem comprar os insumos e a matéria-prima necessária para a produção dos imunizantes, mesmo com o fornecimento destes tendo origem em parceiros comerciais consolidados do país como é o caso da China e da Índia que compõem junto com o Brasil os chamados BRICS.

Imersos em uma disputa de egos que visa enganar a população e dar continuidade ao projeto neoliberal de destruição do patrimônio público nacional, o presidente da República e o governador do estado mais importante do país apresentam-se como grandes opositores quando na realidade sobram provas de suas atuações genocidas conjuntas contra a classe trabalhadora.

Num verdadeiro espetáculo de “cretinismo parlamentar” as organizações que dizem defender os interesses dos trabalhadores agem com imensa irresponsabilidade diante do escárnio político que se tornou o Brasil, colaborando permanentemente com os pais do fascismo brasileiro (DEM, MDB, PSDB, PP…) permitindo a ampliação do massacre contra aqueles que juram representar.

O saldo desta tragicômica pantomima golpista que parece não ter fim é a tranquilidade da burguesia direitista em seguir ditando os rumos da opinião pública ao mesmo tempo em que amplia sua interferência política em todas as esferas do Estado capitalista sem resistência alguma por parte da oposição “democrática”.

Nesse sentido, a pressão pela “livre” comercialização das vacinas, um dos produtos mais valiosos da humanidade neste momento, é apenas mais um capítulo da desfaçatez da elite sanguinária que controla o país e cuja sobrevivência enquanto classe social sempre estará colocada acima dos interesses públicos comuns de toda a população trabalhadora; ainda mais se para isso podem contar fielmente com os desprezíveis alpinistas sociais de ambos os espectros políticos que em busca de um carguinho são capazes de chancelar o morticínio de centenas de milhares de brasileiros.

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