Embraer
Presidente da Embraer lamenta fracasso na venda para a Boeing e anuncia possíveis cortes, leia-se demissões.
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Avião da Embraer. Foto: Antônio Milena/Agência Brasil
Avião da Embraer. | Foto: Antônio Milena/Agência Brasil

A literatura marxista, especialmente a trotskista, é bem rica em mostrar que o capitalismo é um sistema fadado ao fracasso. O apodrecimento do sistema vem se tornando, dia-após-dia, mais evidente e, para manter seus lucros, a burguesia aposta na miséria do povo e na repressão fascista para mantê-lo sob seu jugo.

A Embraer, a indústria de aviação brasileira mais importante, pressionada pelos capitalistas, já demitiu 2,5 mil funcionários, 12,5% do seu número de contratados atuais, e ainda pretende demitir mais e mais trabalhadores. O anúncio foi dado por Francisco Gomes Neto, presidente da Embraer, duas semanas após a publicação do balanço financeiro da empresa no terceiro trimestre deste ano.

Gomes Neto foi colocado na presidência da Embraer, em 2019, para concluir o processo de venda do departamento de aviação comercial para Boeing, mais uma etapa no entrega da indústria nacional para o capital estrangeiro. Felizmente, a crise capitalista, somada à incompetência da burguesia, fez o negócio naufragar. Todavia, independente do fracasso ou do sucesso dos planos burgueses, a única certeza é que os trabalhadores pagarão com seus empregos.

O presidente da Embraer crava que a empresa será maior em 2025 do que antes da pandemia. Porém, soa contraditório demitir mais de 10% do seu quadro de funcionários e ainda assim “crescer”. O que ele significa com esta afirmação é que a empresa tornará as condições de trabalho ainda mais perversas, utilizando de todo arsenal a sua disposição, principalmente após a reforma trabalhista e outras leis pós-golpe de 2016.

O aumento do faturamento da empresa quer dizer pouca coisa para os brasileiros, pois os lucros serão transformados em dividendos aos acionistas. Enquanto isso, os trabalhadores terão seus ambientes de trabalho ainda mais precarizados, seja pelo corte de direitos quanto pela terceirização ou contratação de empresas terceirizadas de outros países com mão-de-obra barata.

Apesar de dizer que não pretende vender parte alguma da Embraer no futuro próximo, não é possível ter segurança alguma nas palavras da burguesia. Pelo contrário, é mais do que sabido que tentarão, na primeira oportunidade, entregar a indústria de aviação a “parceiros” estrangeiros. Para isto, usarão até a desculpa que a empresa não pode competir com os monopólios. Porém, isto é falso, dado que a empresa se estabeleceu em um nicho de mercado que é não tão bem atendido por Boeing e AirBus.

Portanto, é necessário denunciar a entrega das empresas nacionais ao capital estrangeiro e a demissão como estratégia para aumentar os lucros da burguesia. Assim como planejam entregar a Embraer, os capitalistas estão de olho nos Correios e na Petrobras e, por isso, devem ser combatidos.

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