O de cima sobe e o de baixo…
A pandemia foi uma grande oportunidade para os capitalistas lucrarem e os bilionários aumentaram mais sua fortuna; as custas do sofrimento dos povos, da classe operária mundial
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Um lucro que significa sofrimento, mutilaçao, mortes e pilhagem de países inteiros | Foto: Reprodução

O ano de 2020 está se encerrando marcado por uma pandemia mundial que levou a morte 1,6 pessoas em todo mundo, uma economia em recessão e uma série de empresas que foram a falência, deixando milhões e milhões de pessoas desamparadas, com um alto índice de desemprego na maioria dos países do mundo, que já eram altos antes mesmo da pandemia, afetando também o lucro de uma boa parte dos capitalistas mundiais. Mas os maiores capitalistas, donos dos maiores monopólios e “senhores do mundo”, por outro lado, viram na pandemia uma grande oportunidade para alavancarem seus monstruosos lucros. Fizeram, literalmente, um gerenciamento da crise para aumentar seu poder econômico e político em todos os povos oprimidos do planeta terra. Cerca de 60% dos bilionários hoje no mundo aumentaram sua fortuna. Entre esses punhados de capitalistas, os cinco primeiros aumentaram, somando todos juntos, US$ 310,5 bilhões. Em reais, mais de R$ 1,6 trilhão. Um valor aproximado do PIB de um país como o Brasil, que chega a R$ 1,8 trilhão. 

Esses exploradores da força de trabalho da classe trabalhadora em todo mundo e financiadores de golpes contra governos nacionalistas são primeiro Elon Musk, um renomado patrocinador do golpe de Estado na Bolívia, que acabou declarando que daria o golpe quantas vezes o quisesse fazer, causando enorme escândalo. É fundador da SpaceX e CEO da Tesla, monopólios da tecnologia e da informação, suas negociatas espúrias acrescentaram US$140 bilhões (R$ 730 bilhões) ao seu patrimônio em 2020. Isso do patrimônio público, sem contar o que ele esconde das suas contas. Com isso, ele atingiu um patrimônio líquido de US$ 167 bilhões (R$ 871 bilhões) na última segunda-feira, segundo dados da Bloomberg. Com isso Musk, que financiou as milícias fascistas na Bolívia, subiu várias posições na lista de bilionários e ultrapassou Bill Gates para o segundo lugar já em novembro. 

O segundo é Jeff Bezos executivo da Amazon e que também é dono do jornal americano The Washington Post, começou 2020 como a pessoa mais rica do mundo e termina da mesma forma. A verdadeira semiescravidão dos funcionários da Amazon, que chegam a usar fraudas para não irem ao banheiro durante o expediente, beneficiou Bezos; mesmo que tenha levado vários trabalhadores a uma humilhação gigantesca, doenças de ofício e entre outros horrores de um trabalho escravagista. Ele somou mais de US$ 72 bilhões (R$ 375 bi) ao seu patrimônio líquido com o aumento extraordinário na receita da Amazon, fruto direto dessa brutal exploração que ele coordena. O patrimônio líquido de Bezos ultrapassou a marca de US$ 200 bilhões há alguns meses (mais de R$ 1 trilhão), e hoje é avaliado em torno de US$ 187 bilhões (R$ 975 bi). Em fevereiro, Bezos ofereceu US$ 10 bilhões (R$ 52 bi) para o impulsionamento dos “Partidos Verdes” em todo mundo e em novembro doou cerca de US$ 800 milhões (R$ 4,17 bi) para “organizações ambientais”. Sua ex-esposa Mackenzie Scott doou pelo menos US$ 5,8 bilhões (R$ 30 bilhões) para “organizações sem fins lucrativos”, que pode ser qualquer coisa, um Estado Islâmico, uma milícia nazista, qualquer coisa, neste ano. 

O terceiro é Zhong Shanshan e se tornou o homem mais rico da China em setembro, depois que sua empresa de água mineral, a Nongfu Spring, lançar uma oferta de venda que levantou mais de US$ 1,1 bilhão (R$ 5.2 bi). A empresa que ele fundou em 1996 controla um quinto do mercado de água engarrafada em toda Ásia, em um continente inteiro, e vale cerca de US$ 70 bilhões (R$ 365 bi). Zhong, de 66 anos, é dono de mais de 84% da empresa, com uma participação avaliada em cerca de US$ 60 bilhões (R$ 313 bi). Se tornou nos últimos meses a pessoa mais rica da China. Zhong também controla a fabricante de vacinas Beijing Wantai Biological Pharmacy, que abriu capital em abril. A empresa está desenvolvendo uma vacina em spray nasal para COVID-19 que estava em testes de fase 2 em novembro, estando também na corrida do lucro da vacina.  

Bernard Arnault, proprietário do grupo LVMH, é o homem mais rico do imperialismo francês Bernar Segundo a revista Forbes está em segundo lugar em sua lista de bilionários, e segundo a  Bloomberg em quarto lugar. Dono do grupo de artigos de luxo LVMH, Arnault fecha o ano com um patrimônio líquido de cerca de US$ 146,3 bilhões (R$ 763,25 bi).  Em outubro passado, o grupo chegou a um acordo para adquirir a empresa Tiffany & Co por cerca de US$ 15,8 bilhões (R$ 82,4 bi), cerca de US$ 400 milhões (R$ 2,1 bi). O bilionário fatura com bolsas Louis Vuitton e Dior vendidas para a burguesia, além de muito roubo a países atrasados na África para seus produtos inúteis. 

Dan Gilbert é o proprietário do time da NBA Cleveland Cavaliers e co-fundador da empresa de hipotecas online Quicken Loans. Segundo a revista burguesa Bloomberg, seu patrimônio líquido aumentou US$ 28,1 bilhões em 2020 (R$ 146 bi) para um total de US$ 35,3 bilhões (R$ 184 bi), isto graças a uma série de despejos feitos e prestações pagas das hipotecas que ele comanda. Um mercenário do mercado imobiliário, uma das áreas que mais lucraram com despejos, aumentos de alugueis e juros extremamente abusivos, onde praticamente os trabalhadores pagam toda vida para não serem mais um despejado; o que leva as pessoas a pagarem esses juros a vida toda e aumentar a conta bancária de Gilbert. 

A crise desse ano acaba, como a lei do capitalismo (similar à lei da selva), sufocando e destruindo as empresas mais fracas, que acabam sendo engolidas pelas mais fortes, como todos esses comedores de carniça que citamos aqui, fortalecendo assim o regime dos monopólios imperialistas e aumentando os lucros dos maiores bilionários. Enquanto isso, além de pequenos e médios capitalistas (ou mesmo grandes capitalistas, mas que são engolidos por capitalistas ainda maiores) sofrerem, quem mais sofre são os trabalhadores. Desemprego em massa, fome, miséria, despejos, mortes por coronavírus e outras doenças, um caos para os trabalhadores do mundo. Mas para a grande burguesia imperialista, isso é muito bom. Eles lucram com a desgraça do povo.

Os grandes monopólios estão se aproveitando da crise gerada pelo coronavírus para atacar ainda mais os trabalhadores, com demissões, cortes de salários, retirada de direitos e recebimento de grandes quantias de dinheiro de países com governos capachos do imperialismo.

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