Imperialismo permitiu desastre
Ao contrário de países como Cuba, que enfrentam o imperialismo, a maioria dos países capitalistas permitiu que a pandemia se alastrasse e matasse milhões
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Pandemia do coronavírus | Foto: Reprodução

Segundo a universidade John Hopkins nos Estados Unidos, universidade responsável por pequisas sobre os dados do coronavírus no mundo, o planeta alcançou a marca de 76 milhões de pessoas infectadas pela doença, sendo que algumas delas chegaram a se reinfectar. O número de mortos é de 1,7 milhões.

Se levarmos em consideração que a maioria dos países no mundo agiram como o Brasil, a Bolívia, a Colômbia e outros, em que os governos de direita não divulgaram os números reais da pandemia para tentar impedir que a população tivesse acesso ao que acontece de verdade em seus países e acabasse explodindo, podemos tranquilamente dizer que o número de infectados já ultrapassou o número de 100 milhões de casos há bastante tempo.

É importante ressaltar que o coronavírus pouco se diferencia de outras doenças que já tivemos no passado. Ao contrário do que a imprensa burguesa divulga, o que gerou toda a catástrofe foi a falta de capacidade do regime político capitalista de lidar com a situação e não características especiais da doença em si.

Sobre isso, o Edward Snowden, ex-agente da NSA que divulgou os esquemas de espionagem dos EUA contra praticamente toda a humanidade, disse em uma entrevista à Vice em abril que os estados imperialistas vinham sendo avisados de que uma doença com as características do coronavírus surgiria a qualquer momento e que, por conta da globalização existente, ela teria facilidade de se alastrar. Nesse sentido, os estados tiveram várias chances de melhorar seus sistemas de saúde e salvar a vida de milhões de pessoas. No entanto, não foi isso o que aconteceu.

A política de crise do capitalismo exige que as condições de vida da população no geral sejam rebaixadas cada vez mais para que a burguesia consiga manter seus lucros. Sendo assim, os sistemas de saúde de todo o planeta foram sendo destruídos, ao mesmo tempo em que as condições dos trabalhadores foram sendo deterioradas. É somente essa política a culpada pela pandemia e pelo desastre internacional.

Na contramão dos países imperialistas e de seus capachos, no entanto, encontram-se países que se indispõe com o imperialismo e que precisam investir no fortalecimento de suas economias para resistir às investidas dos países dominantes.

Um exemplo claro disso são Rússia e China, países que sofrem pressão internacional principalmente por parte dos EUA e que, em sua luta contra os imperialistas, são os países que primeiro divulgaram a fabricação de vacinas para controlar a pandemia. Cuba, a pequeníssima ilha do Caribe, é outro país que está desenvolvendo vacinas contra o coronavírus. São 4 vacinas no total.

A ilha revolucionária consegue, inclusive, demonstrar mais uma vez que a política da classe operária é infinitamente superior à política da burguesia imperialista. Enquanto os EUA, o país mais rico do mundo e o responsável pelo bloqueio econômico contra Cuba há mais de 60 anos que impede o desenvolvimento do país, é o país com maior número de casos e de mortes por coronavírus, (17,7 milhões e 316 mil, respectivamente), Cuba possui apenas 10.024 casos e 137 mortes.

Além da solidariedade de Cuba para com todos os trabalhadores do mundo, enviando médicos para todos os cantos e que podem, inclusive, concorrer ao prêmio Nobel da paz por seu trabalho, o país cuidou da própria população de maneira exemplar e sem ter que se utilizar de ferramentas ditatoriais, como as propostas por João Doria em São Paulo e que não resolveram absolutamente nada.

Para se ter uma ideia do êxito de Cuba, caso os números do coronavírus em todo o planeta estivessem na mesma proporção percentual dos números da ilha de 11,5 milhões de habitantes, considerando que a humanidade tenha 7,75 bilhões de pessoas, o mundo teria visto apenas 6,75 milhões de infecções do coronavírus. Já no número de mortes, o número seria de algo em torno dos 100 mil.

Uma cidade com uma população quase do mesmo tamanho da de Cuba é a cidade de São Paulo capital. A cidade de 12,8 milhões de habitantes registrou 15 mil mortes desde o início da pandemia. Por mais que se diga que em São Paulo a concentração de pessoas é maior do que Cuba, nada justifica um número quase 110 vezes maior no número de mortes.

Outro país que tem cumprido um papel fundamental na luta contra o coronavírus é a Venezuela. O país que é a bola da vez no que diz respeito aos ataques por parte dos coxinhas, registrou apenas 109 mil infecções e apenas 984 mortes. O país tem cerca de 28 milhões de habitantes.

Já o Brasil, do capacho do imperialismo Jair Bolsonaro e de figuras nefastas como Doria, Zema e Rodrigo Maia, se encontra na terceira colocação no número de maiores infectados de todo mundo. Atrás somente dos EUA e da Índia (que possui 1,35 bilhões de pessoas).

Um país de proporções parecidas com a Índia mas que não possui um direitista e capacho dos imperialistas como é Narendra Modi é a China. O país que foi extremamente atacado no começo da pandemia e era acusado de todo tipo de aberração pelos coxinhas, teve até agora 4 mil e 600 mortes.

Todo o panorama só serve para mostrar o mais novo fracasso do imperialismo. É urgente que a classe operária e demais oprimidos do mundo se organizem para colocar abaixo o regime burguês e desenvolver um novo tipo de sociedade, em que aberrações como a que vivemos não sejam mais possíveis.

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