Capacho do FMI: Macri corta U$10 bi de serviços públicos

Presidente da Argentina, Mauricio Macri, durante coletiva de imprensa em Buenos Aires

A política neoliberal avança na Argentina, planejando cortes da ordem de US$10 bilhões do orçamento público para despesas sociais. Nesta sexta-feira (26), o projeto do presidente Macri foi aprovado, no Congresso, por 138 votos a 103. A votação no Senado está prevista para acontecer na segunda quinzena de novembro.,

A votação foi marcada logo após o governo reunir-se com o Fundo Monetário Internacional (FMI), evidenciando que os interessados na proposta são banqueiros estrangeiros. Na quarta-feira (24), a polícia já disparava balas de borracha e bombás de gás lacrimongêneo contra os manifestantes que protestavam contra a elaboração do criminoso orçamento. O governo ameaça inclusive deportar estrangeiros que se manifestem contra as medidas.

Os cortes previstos são nas áreas de saúde, educação e moradia, enquanto aumentarão o pagamento de juros da dívida externa e os gastos com o aparato repressivo estatal. Como sempre, em tempos de crise criada pelos próprios capitalistas, o estrangulamento recai sobre a população e poupa a classe dominante. Em 2018, a moeda argentina já desvalorizou pela metade, a inflação oficial caminha para 40% e a atividade econômica caiu 2,6%.