Com a ajuda da esquerda
Isso vai acabar com a esquerda se desmoralizando diante dos trabalhadores e elevando os maiores entreguistas do País, como é a extrema direita, à categoria de nacionalista
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bolsonaro bate continência para a bandeira dos EUA
Bolsonaro, capacho do imperialismo, bate continência à bandeira dos EUA | Reprodução

Na terça (10) o presidente golpista, Jair Bolsonaro (sem partido), fez um discurso posando de nacionalista. Capacho do imperialismo norte-americano – e protagonista de vários episódios vergonhosos de submissão ao governo de Donald Trump (Partido Republicano) – Bolsonaro se aproveitou das declarações de Joe Biden (Partido Democrata) de ingerência sobre a Amazônia e aproveitou para fazer demagogia colocando-se como um nacionalista: “quando acaba a saliva, tem que ter pólvora”, afirmou.

A afirmação é uma crítica à ingerência do candidato número um do imperialismo mundial (Joe Biden), que durante debate da campanha eleitoral nos EUA, disse que a floresta tropical do Brasil “está sendo destruída” e propôs reunir outros países para garantir 20 bilhões de dólares para a “preservação” da Amazônia.

O “democrata” não parou por aí, ameaçou:

“Aqui estão 20 bilhões de dólares. Parem de destruir a floresta e se não pararem, então enfrentarão consequências econômicas significativas”.

Em primeiro lugar é preciso denunciar que a posição de Biden é um ameaça contra todos os brasileiros e o povo oprimido em geral. O candidato do imperialismo coloca como se os EUA, o país mais criminoso da face da Terra, fosse uma espécie de guardião do território mundial. Não poderia ser mais escancarada e reacionária essa abordagem, o que mostra que Biden é um inimigo de toda a população mundial, pois a diferença dele para Trump, é que ele tem poder para implementar as medidas que diz e que não diz, diferente do republicano.

Desta forma, Bolsonaro, que é um ventríloquo de Trump, rebateu Biden e aproveitou para se promover como defensor do País:

“Assistimos há pouco aí um grande candidato à chefia de Estado [Biden] dizer que, se eu não apagar o fogo da Amazônia, ele levanta barreiras comerciais contra o Brasil.

E como é que podemos fazer frente a tudo isso? Apenas a diplomacia não dá, não é, Ernesto? [alusão ao golpista ministro das Relações Exteriores, o olavista Ernesto Araújo]. Quando acaba a saliva, tem que ter pólvora, senão, não funciona. Não precisa nem usar pólvora, mas tem que saber que tem. Esse é o mundo. Ninguém tem o que nós temos”, disse Bolsonaro, em evento no Palácio do Planalto da retomada do turismo.”

Bolsonaro “o nacionalista”… dos EUA

É preciso lembrar que Bolsonaro é o presidente que está destruindo a maior estatal brasileira (a Petrobras) e entregando-a para o imperialismo norte-americano e europeu.

Também é o presidente que deu uma série de concessões para que empresas estrangeiras se beneficiassem da economia do País, enquanto a indústria nacional naufraga diante da queda livre da crise econômica, com mais da metade da população desempregada.

Por fim, para resumir todas as medidas entreguistas e que comprovam os crimes de lesa pátria de Bolsonaro, ele também foi o presidente que bateu continência para a bandeira dos EUA. Uma mostra do grau máximo de subserviência diante de outro País, dado que militares só batem continência para seus superiores.

É auto explicativo, Bolsonaro fez tudo o que fez e bateu continência para a bandeira dos EUA porque é um capacho do imperialismo norte-americano. O “nacionalismo” de Bolsonaro, portanto, trata-se da defesa dos interesses dos EUA, não do Brasil.

No entanto, com tudo isso, Bolsonaro ainda consegue confundir um setor da população com seu nacionalismo de mentirinha, graças a posição da esquerda. Ao invés de lutar contra o imperialismo e contra Bolsonaro, que é seu funcionário, a esquerda passou a defender a posição de Biden, ou seja, do imperialismo.

A esquerda e a frente ampla

O discurso de Bolsonaro foi criticado nas redes sociais como se ele tivesse declarado guerra contra os Estados Unidos da América.

O fascista Joao “BolsoDoria” (PSDB) apoiou a vitória de Biden
O fascista Joao “BolsoDoria” (PSDB) apoiou a vitória de Biden

Isso é uma confusão por parte de setores da esquerda e uma campanha por parte da burguesia e da extrema direita, que procura conceder a Bolsonaro um selo de nacionalista, o que não passa de uma farsa. Primeiro que se alinhar a ingerência de Macron e agora de Biden sobre a intrusão do imperialismo na Amazônia, a pretexto de criticar Bolsonaro, é um suicídio, pois entregar o País e suas riquezas nas mãos dos piores inimigos da classe operária mundial.

Em segundo porque permite a Bolsonaro, um entreguista criminoso e submisso aos interesses dos capitalistas estrangeiros, a posição de uma suposta defesa do país. É absurdo!

Mas não é apenas isso. Ao ficar bajulando Biden, a esquerda faz um frente com o imperialismo, ou seja, com os piores inimigos da classe operária mundial, o que fica claro quando vemos quem são os setores com quem a esquerda partilha da defesa de Biden no Brasil.

Sob o pretexto de se opor Bolsonaro, PSOL, PCdoB e PT, alinharam-se com João Doria, Rodrigo Maia e tantos outros elementos da direita golpista, num apoio a Biden, comemorando sua vitória e se colocando ao lado de Biden na ingerência contra a Amazônia.

O “mal menor” e a bajulação de Biden por parte da esquerda

As eleições nos EUA, marcadas por uma enorme fraude eleitoral para favorecer Joe Biden (democratas), foi comemorada por todo um setor da esquerda como se fosse a salvação do mundo, dos EUA e mesmo do Brasil, dado que teria sido “uma derrota do bolsonarismo”. Essa abordagem baseia-se na ideia de que Biden seria um “mal menor” em relação ao atual presidente dos EUA, o fascista Donald Trump.

O deputado federal Rogerio Correia (PT-MG) também comemorou a vitória de Biden

No entanto, Biden e os democratas nos EUA, assim como Doria, Maia, Temer, PSDB, DEM, MDB no Brasil, são os principais responsáveis pelos golpes de Estado na América latina, sobretudo no Brasil. Eles são os pais do trumpismo e do bolsonarismo.

Neste sentido, vale destacar a denúncia que o jornalista Glen Greewald fez em sua entrevista à TV 247 recentemente, dizendo que Biden é o candidato principal do imperialismo norte-americano, apoiado pelos grandes bancos, pelas grandes empresas de tecnologia, pelo monopólio da imprensa imperialista, etc.

O PSOL

Porém, ignorando uma abordagem concreta da luta política, a esquerda caiu na armadilha da burguesia, que utilizou Trump como espantalho e passou a um apoio incondicional de Biden.

É isso que faz com que a esquerda diga que Bolsonaro declarou guerra contra os EUA, quando o que Bolsonaro está fazendo é demagogia de que não aceitará a invasão da Amazônia por parte dos EUA.

Como se a esquerda esquecesse do que o próprio Bolsonaro disse recentemente  na Suíça:

‘Adoraria explorar a Amazônia com os EUA’, diz Bolsonaro a Al Gore em Davos

Bolsonaro: “Adoraria explorar a Amazônia com os EUA” - ClimaInfo

Essa capitulação da esquerda encobre que o próprio Bolsonaro, já tinha oferecido explorar a Amazônia com os próprios democratas, como na conversa de Bolsonaro com o ex vice-presidente dos EUA, Al Gore.

https://twitter.com/GCasaroes/status/1297923397012389890

É desta forma que Bolsonaro, que rastejou como um verme a todo momento, como um fiel servo do imperialismo norte-americano e da sua política sob a presidência de Trump, desta vez, sob a presidência de Biden, tornar-se-ia o maior opositor do imperialismo dos EUA. Obviamente que isso é uma falsificação absurda, que se torna possível graças à política completamente capituladora da esquerda, que escolheu se aliar com o imperialismo para criticar Bolsonaro.

Este episódio mostra o grave equívoco dessas concessões ao imperialismo e mais, que isso vai acabar com a esquerda se desmoralizando diante dos trabalhadores e elevando os entreguistas de plantão no país, como são os elementos da extrema direita, à categoria de defensora do país, como se Bolsonaro fosse um nacionalista.

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